junho 30, 2004
Alienação?
Tem-se falado muito acerca de o futebol ser ou não ser alienação. Eu sou dos que pensam que pode ser, mas não tem de ser. Muitas vezes é, muitas vezes não é. Na foto seguinte vê-se (hoje de manhã, na FIL) um jovem português que tem o chapéu da selecção na cabeça mas não tem a cabeça vazia: está a afinar os seus robots para a competição. Eu gosto de "desopilar" nestas ocasiões à custa do futebol, mas não começo a rezar às santinhas por causa disso. Daqui a pouco vou ver o jogo, espero que a selecção portuguesa ganhe, vou berrar se perdermos e gritar se ganharmos - e, amanhã, seja como for, a vida continua (espero). Não vejo nisso nenhum mal, embora discorde dos populistas que tentam aproveitar estas ocasiões para manipular as pessoas.

Calemo-nos que a conversa já vai longa para este dia de Portugal na meia-final. Só espero que os nossos jogadores não estejam tão à nora como este robôzinho humanóide parece estar...

Publicado por Porfírio Silva em
07:15 PM
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Ciência e futebol
O colega
No Mundo concretiza (quantifica) certos aspectos do envolvimento do governo no (des)apoio ao RoboCup 2004, que ontem aqui mencionámos. Está
aqui.
(Já agora, CMF, obrigado pelo adjectivo.) Espero voltar logo à tarde com mais vistas de lá. (Tenho de voltar para casa muito antes da meia-final, para pôr as cervejinhas no frigorífico...)
Publicado por Porfírio Silva em
09:22 AM
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junho 29, 2004
O RoboCup 2004 já mexe!
Tal como anunciado, o RoboCup 2004 já está a concretizar-se. A conferência de imprensa internacional teve lugar no dia 28, ao fim da manhã. Quem tivesse acompanhado aqui no blogue as séries
Robots Futebolistas: Campeonato Mundial em Lisboa e
Robótica Portuguesa, com certeza, não teria ficado a saber nada de muito novo nessa ocasião. Destaque-se, contudo, que o presidente da entidade organizadora ao nível nacional, o Instituto de Sistemas e Robótica do Instituto Superior Técnico, Professor João Sentieiro, lamentou que, tendo havido dinheiro para apoiar largamente o Euro 2004, tenha o governo tido tanta dificuldade em encontrar meios para apoiar este evento científico e tecnológico de nível mundial, de tanto interesse para Portugal. O líder, a nível internacional, desta movimentação, o japonês Minoru Asada, lembrou que estão envolvidos nos esforços afins a esta linha de trabalho cerca de 4000 investigadores em 35 países ou regiões. A edição de 2004 em Lisboa constitui um record em termos de participantes, cerca de 1650 de 37 países (e nem todos foram aceites, porque tal não seria comportável).
Hoje já começaram as primeiras fases de algumas competições, enquanto outras estão ainda no estádio preparatório. Abaixo, algumas imagens de hoje.






Quem tenha seguido as séries introdutórias não precisará de grandes explicações acerca do que aqui se vê. Apenas se anota que, na última imagem, vê-se o humanóide QRIO (Sony) a meio da realização de uma tarefa muito difícil para um robot destes: passar um pequeno obstáculo (subir e descer um degrau) como nós o poderíamos fazer, isto é, levantando e baixando a perninha...
Mais aqui se dirá nos próximos dias.
Publicado por Porfírio Silva em
11:02 PM
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junho 28, 2004
Podem acreditar-me!
Na realidade, já me acreditaram. Não estou lá por este blogue, nem estou lá por uma revista de filosofia. Estou lá por uma revista de sociologia (traição! traição!), mas estou a fazer a cobertura do RoboCup 2004. Trata-se do Campeonato Mundial de Futebol Robótico, em que os cientistas e os difusores de ciência portugueses se destacam. Amanhã começam as competições. Daremos aqui nota.

Publicado por Porfírio Silva em
10:00 PM
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De Sydney a última notinha australiana (11)
Chegou a altura de me despedir das pessoas que têm lido estas notinhas, que foram escritas sem grandes pretensões, apenas para registar algumas opiniões duma pessoa que veio à Austrália há dois anos, gostou do país, fez amizades e viveu aqui durante os últimos três meses. Nesta última "notinha" faço um breve resumo de três assuntos que gostaria de ter tratado e que deixei por tratar ou tratei incompletamente:
1 - A Austrália para além de Sydney: só falei ocasionalmente deste vasto país, mas a verdade é que desta vez viajei pouco e acabei por não encontrar motivação para falar doutras grandes cidades australianas que conheci há dois anos (Melbourne e Adelaide) ou agora (Brisbane) e sobretudo das zonas mais remotas (Deserto Central, Northern Territories, Kimberleys) onde aprendi há dois anos o (pouco) que sei sobre as populações indígenas da Austrália e as suas culturas.
2 - A presença portuguesa: acabei por só falar uma vez no assunto na notinha número 9. Infelizmente, não tive tempo para investigar alguns dados interessantes que me chegaram às mãos, como, por exemplo, a fundação de Watson's Bay por pescadores portugueses. Uma breve explicação: Watson's Bay é a última das 6 baías situadas entre o porto central (onde fica a ópera de Sydney) e a barra (isto apenas na costa Norte, já que na costa Sul há outras 6). Foi até há poucas décadas uma aldeia de pescadores e ainda hoje é conhecida como zona de bons restaurantes de peixe, sobretudo o famoso Doyle's, que é da família Doyle há 5 gerações e é o mais conhecido restaurante de peixe de Sydney. Actualmente, aliás, há quatro Doyle's em Sydney, mas o original é o da praia de Watson's Bay (
http://www.doyles.com.au/ ).
Li, num livro de memórias de Alice Doyle, que Watson's Bay tinha sido fundada no início do século XIX por pescadores portugueses que tinham desertado dum navio baleeiro dos Estados Unidos que estava a pescar ao largo das costas da Nova Gales do Sul. Infelizmente, não tive tempo para aprofundar o assunto, mas vi documentado que entre os pescadores de Watson's Bay no século XIX havia uma larga percentagem de portugueses e algumas receitas dos livros de Alice Doyle são "portuguesas": as "Portuguese mussels" que ainda hoje aparecem por vezes na ementa do Doyle's são aquilo que nós designaríamos por "mexilhões à espanhola". Enfim, lamento não ter podido investigar melhor este assunto e volto a dar o endereço da página do consulado de Portugal em Sydney, pois contém dados interessantes sobre os portugueses na Austrália: (
http://www.consulportugalsydney.org.au/) .
3 - O clima das cidades australianas, a proximidade do deserto e o problema da água: penso ter falado brevemente, numa das primeiras "notinhas", da estranha distribuição da população australiana, quase toda concentrada em grandes cidades da costa e respectivos subúrbios (de oeste para este: Perth, Adelaide, Melbourne, Sydney e Brisbane). Destas cinco, só Brisbane não tem sérios problemas de falta de água. Em Sydney, por exemplo, não chove praticamente desde Fevereiro (comparando com Portugal, seria como se não chovesse uma única vez entre Julho e Dezembro), há restrições drásticas ao consumo e as barragens que abastecem a cidade estão com água a menos de 50% da capacidade. Perth vive há mais de vinte anos com constantes restrições ao consumo de água. Esta crescente seca tem a ver com a alteração climática global, mas também com práticas agrícolas de grande produção que muito têm contribuído para a erosão dos solos. Não tenho preparação científica para poder falar seriamente sobre o assunto, por isso limito-me a deixar este curto apontamento e um endereço: (
http://www.sydneywater.com.au/ ).
Adeus pois e os meus agradecimentos ao Porfírio por me ter proporcionado este espaço.
MIGUEL MAGALHÃES, em SydneyNOTA DO EDITOR: Termina, por ora, a "coluna" do Miguel Magalhães aqui no blogue. Foram onze semanas seguidas de "crónicas" da Austrália. Estou muito contente de me ter lembrado de lhe fazer este desafio quando soube que ele partia para aquela parte do nosso mundo. Muito lhe agradeço por ter trazido aqui um ponto de vista pouco habitual para o nosso eurocentrismo. Infelizmente, a azáfama dos últimos tempos não me deixou dar-lhe toda a atenção que eu pretendia, o que passava por entrar em diálogo com ele a propósito de algumas coisas que o Miguel ía escrevendo. Talvez isso venha a acontecer
a posteriori, quem sabe. Muito obrigado, Miguel. E boa viagem de regresso à barbárie...
Publicado por Porfírio Silva em
06:53 PM
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O RoboCup abre ao público amanhã !!!
As competições robóticas do RoboCup 2004 (Campeonato Mundial de Futebol Robótico) decorrerão de 29 de Junho a 3 de Julho de 2004, no Pavilhão 4 da FIL, Parque das Nações, em Lisboa. Nesse período, o público em geral terá acesso ao Pavilhão mediante o pagamento de um bilhete de entrada. Horário de abertura ao público: todos os dias das 9h00 às 23h00 (excepto no dia 1/7 em que se encerra às 20h00). Cerimónia da abertura: dia 29/Junho às 11h00. Cerimónia de entrega de prémios e encerramento: 3 de Julho às 17h30.
Mais de 160 equipas "sénior" com 950 participantes provenientes de 37 países inscreveram-se para participar no RoboCup2004 e para competir com 11 equipas portuguesas. Participarão ainda, no RoboCupJunior, 162 equipas com aproximadamente 700 participantes provenientes de 17 países.
Algumas Equipas PortuguesasA organização deste evento de nível mundial destaca a participação de um certo número de equipas portuguesas, destaque de que aqui fazemos eco. Npte-se que algumas destas grandes equipas colaboraram connosco na
série de divulgação sobre robótica portuguesa que temos andado a publicar. A equipa conjunta das Universidades do Porto e de Aveiro,
FC Portugal, foi campeã do mundo no RoboCup2000 e continua a ser uma das candidatas ao título da Liga de Futebol Simulado.
Por sua vez,
a equipa do Minho classificou-se em 3º lugar na Liga dos Robôs Médios do GermanOpen2004 e foi a vencedora da edição 2004 do Campeonato Nacional de Futebol Robótico.
O segundo lugar foi obtido pela
ISocRob, equipa da instituição organizadora, o Instituto de Sistemas e Robótica. Esta equipa detém o melhor registo de publicações científicas entre as equipas portuguesas, sendo a única com artigos aceites em todos os Simpósios do RoboCup, tendo mesmo obtido o prémio do melhor artigo em 2000.
Na Liga dos Robôs Pequenos, a
5DPO classificou-se este ano em 2º lugar no GermanOpen2004 e é uma das mais fortes a nível internacional naquela liga.
Como estreantes este ano, temos a
CAMBADA, da U. Aveiro, na Liga dos Robôs Médios; a
FC Portugal e a
5 RINGs (ISEL) na Liga de Simulação de Salvamento.
No RoboCup Junior irão participar cerca de 40 equipas portuguesas de escolas básicas, secundárias e profissionais de todo o país, incluindo equipas da
Escola Profissional Gustave Eiffel, que participou no RoboCup2003 e obteve o 2º lugar na competição de Dança.
Outras equipas portuguesas na competição "sénior": Robôs Médios,
ISePorto, do Instituto Superior de Engenharia do Porto; Robôs Médios,
5dpo-2000,da FEUP-DEEC; Robots com pernas,
FC Portus, das Universidades de Aveiro e Porto.
Publicado por Porfírio Silva em
08:48 AM
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Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro (Robótica Portuguesa - 12)
PROJECTO AtlasProjecto
ATLAS/ATLAS II: um robot para competição em Condução Autónoma baseado num sistema de tracção diferencial mecânica. Nas fotos aqui mostradas, apresentação no Festival Nacional de Robótica ( ROBOTICA 2003 e ROBOTICA 2004).

Alunos finalistas da Licenciatura em Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro. Da esquerda para a direita nas fotos: José Silva e José Gomes (2002/2003), Miguel Oliveira e Miguel Neta (2003/2004).
O robot participou nas edições de 2003 e de 2004 do Festival Nacional de Robótica - ROBOTICA2003 em Lisboa e ROBOTICA2004 no Porto. Em 2003 obteve o 4º lugar na classe UIP do Festival e em 2004 obteve o 3º lugar na Classe de Condução Autónoma.
Tem sido um projecto levado a cabo por alunos do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro desde Outubro de 2002, sob a orientação do Prof. Vítor Santos. Como muitos projectos de robótica, também este tem um valor pedagógico inestimável. O facto de ter de construir um sistema real e dotá-lo de capacidades de autonomia em ambiente de competição aproxima-se muito aos desafios que os futuros engenheiros terão de enfrentar na vida profissional. Este robot em particular tem sido inovador face aos seus pares pelas soluções mecânicas e de controlo adoptadas, e que prometem ainda mais sucesso em competições futuras.
PROJECTO MecHex / QuinamawheelProjecto
MecHex/Quinamawheel, o primeiro robot português com sistema de locomoção reconfigurável, alternativamente baseada em pernas ou em rodas. Aqui apresentado nas duas configurações durante o Festival Nacional de Robótica - ROBOTICA 2002.

Alunos finalistas (2001/2002) da Licenciatura em Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro: Rui Ferreira e Pedro Maia (da esquerda para a direita na foto do lado direito).
Participou na Mostra de Robótica da 1ª Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação na EXPONOR em Novembro de 2001, e na Sessão de Robótica ao Vivo no 6º Fórum Ciência Viva no Pavilhão Atlântico em Lisboa, em Maio de 2002. Obteve o 3º lugar na prova para Universidades e Institutos Politécnicos (UIP) no Festival Nacional de Robótica -ROBOTICA2002.
Foi um projecto levado a cabo por alunos do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro, até ao ano de 2002, sob a orientação do Prof. Vítor Santos, em que o principal objectivo pedagógico foi o de desenvolver um sistema real de locomoção com pernas baseado em componentes industrias.
Mais informações sobre estes projectos
neste sítio .
Texto construído com base em informações prestadas pelas Escolas. Agradecemos a colaboração. Pedimos desculpa por eventuais erros na interpretação da informação prestada. Os nossos parabéns aos professores e aos alunos que assim dão bons exemplos de ensino de qualidade - e de Educação, que é mais do que ensino.
Já agora: vá pensando no significado de todos estes robots e depois responda à pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião. Convide também os seus colegas a participar neste voto e nesta reflexão.
Publicado por Porfírio Silva em
08:47 AM
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Escola Profissional de Cortegaça (Robótica Portuguesa - 11)
Participação da equipa
Unrealcar no evento Robótica 2004, na classe de seguimento de pista (SP).
Pode observar-se na foto Pedro Formigal, aluno do 2º ano do curso de Electrónica e Telecomunicações da Escola Profissional de Cortegaça e membro da equipa
Unrealcar. Esta equipa ficou classificada em segundo lugar da classificação geral da prova de seguimento de pista. Tendo em consideração que este projecto foi desenvolvido com base em electrónica analógica e circuitos lógicos, não programáveis, revela-se como uma forma interessante, motivadora e pedagógica de aplicação dos conceitos adquiridos pelos alunos em diversas disciplinas técnicas do curso de Electrónica e Telecomunicações da Escola Profissional de Cortegaça.
Texto construído com base em informações prestadas pelas Escolas. Agradecemos a colaboração. Pedimos desculpa por eventuais erros na interpretação da informação prestada. Os nossos parabéns aos professores e aos alunos que assim dão bons exemplos de ensino de qualidade - e de Educação, que é mais do que ensino.
Já agora: vá pensando no significado de todos estes robots e depois responda à pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião. Convide também os seus colegas a participar neste voto e nesta reflexão.
Publicado por Porfírio Silva em
08:45 AM
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junho 25, 2004
RoboCup Junior (Introdução ao RoboCup - 10)
O
RoboCupJunior é uma iniciativa educacional que promove eventos de robótica a nível local, regional e internacional para jovens estudantes. O torneio oferece aos participantes a oportunidade de fazer parte de um intercâmbio internacional de programas e de interagir com participantes de outros países. O
RoboCup Junior oferece vários desafios, cada um enfatizando tanto o aspecto de colaboração como o de competição. O
RoboCup Junior proporciona aos participantes mais novos uma excitante introdução no campo da robótica e uma nova maneira de desenvolver competências técnicas com electrónica,
hardware e
software , para além de uma oportunidade de aprender a trabalhar em equipa partilhando tecnologia com amigos. Contrastando com o cenário típico dos nossos dias (uma criança, um computador), o
RoboCupJunior proporciona uma oportunidade única para participantes com vários interesses e pontos fortes formarem equipas e trabalharem juntos para atingir um objectivo comum.
Esta iniciativa engloba várias actividades, nomeadamente versões simplificadas de futebol robótico, salvamento e dança. Na competição de Dança Júnior, os robots dançam de forma coordenada ao ritmo de uma música que se faz ouvir.
Na última edição mundial do RoboCup, que teve lugar em Pádua (Itália), em Julho de 2003, participaram no total 9 equipas portuguesas: 4 na Liga de Futebol de Robots de Tamanho Médio, 2 na Liga de Simulação de Futebol, 1 na Liga de Futebol de Robots Pequenos, 1 na Liga de Futebol para Robots com quatro patase 1 na competição de Dança da RoboCup Junior. Esta última, a equipa TANGO DANCERS, da Escola Profissional Gustave Eiffel, da Amadora, conquistou a melhor classificação de todas as equipas portugueas: um segundo lugar.
Tango Dancers, da Escola Profissional Gustave Eiffel (Amadora) Vá pensando no significado de todos estes robots futebolistas e, depois, participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
03:57 PM
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Colégio D. José I (Aveiro) (Robótica Portuguesa - 10)
Na foto o robot
Noivos encontrava-se em prova de Dança Júnior e o robot
Bionicle na prova Rescue - ambas as provas no Róbotica 2004.
Os membros da equipa são: Sara, Carolina, Joseph, Rafael, David, Ana Maio, Marta Silva, Alexandra Mendes, Simão Ribeiro, Pedro Silva, João Paulo. Os mentores desta equipa são: Prof. Dr. Paulo Lopes, Engª Cristina Barato, Profª Rose Mary, Profª Vânia Neves, Profª Cristina Duarte e Prof. Francisco. Todos pertencem ao Colégio D. José I de Aveiro (com excepção dos dois primeiros mentores).
Estas equipas ficaram apuradas com distinção para a Robocup Internacional nas modalidades de Dança Júnior e Rescue.
A equipa declara ter como finalidades: fomentar a criatividade, a inteligência e o espírito de equipa; divulgar competências técnico-científicas; relacionar a física e matemática (em particular a lógica) com os problemas da vida real; difundir a ciência e a tecnologia junto do público; desenvolver projectos na área de Informática, nomeadamente linguagem de programação.
Uma nota pessoal, se me permitem. Sendo eu natural de Aveiro, e tendo nessa cidade realizado os meus estudos secundários (já lá vão uns anitos...), tenho imenso prazer em que daí tenha vindo uma das respostas positivas a esta minha iniciativa aqui no blogue. Muito Obrigado!Texto construído com base em informações prestadas pelas Escolas (neste caso, por um elemento do Departamento de Física da Universidade de Aveiro, revelando a importantíssima colaboração que vai existindo entre escolas de diferentes níveis de habilitação). Agradecemos a colaboração. Pedimos desculpa por eventuais erros na interpretação da informação prestada. Os nossos parabéns aos professores e aos alunos que assim dão bons exemplos de ensino de qualidade - e de Educação, que é mais do que ensino.
Já agora: vá pensando no significado de todos estes robots e depois responda à pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião. Convide também os seus colegas a participar neste voto e nesta reflexão.
Publicado por Porfírio Silva em
03:54 PM
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junho 24, 2004
Robots de Salvamento (Introdução ao RoboCup - 9)
O
RoboCup Rescue é uma das actividades robóticas do RoboCup que não está relacionada com o futebol. Esta actividade está focada no salvamento em situações de desastre, um dos assuntos mais sérios e que envolve um número maior de agentes heterogéneos num ambiente hostil. O objectivo é promover a investigação e o desenvolvimento no domínio do salvamento envolvendo vários agentes num trabalho de equipa coordenado, agentes robóticos que desenvolvam buscas e salvamentos, infra-estruturas de informação, agentes pessoais digitais, sistemas básicos de simulação e suporte de decisões e de avaliação para estratégias de salvamento e sistemas robóticos que estejam integrados num sistema global no futuro.
Em termos globais, o objectivo desta actividade é desenvolver as capacidades de equipas de robots para tarefas de busca e salvamento em meio urbano em situações de calamidade. Uma tarefa típica desta actividade consiste num "cenário de salvamento" em que a arena de competição simula um edifício parcialmente destruído por um tremor de terra. A instabilidade do local desaconselha a entrada de humanos, mas - uma vez que lá dentro se encontram "vítimas" - é preciso levar-lhes socorro. É nessas circunstâncias que entram os robots.
Diferentes vítimas estarão em diferentes situações: expostas numa superfície, obstruídas por destroços, numa cavidade, encarceradas.

As "vítimas" são manequins vestidos emitindo sinais de vida simulados (calor corporal, movimentos, sons, dióxido de carbono simulando respiração). Os robots devem "compreender" que certas combinações de "sinais vitais" significam que a vítima estará "consciente", "semi-consciente" ou "inconsciente".

O trabalho dos robots é encontrar as "vítimas", determinar o seu estado e localização, transmitir toda a informação pertinente ao "comando de salvamento" (incluindo mapas do local) e realizar tarefas de salvamento. Tudo isso terá de ser realizado sem destruir o ambiente (num edifício parcialmente destruído há o risco de esmagar as vítimas com novos derrubamentos se não houver cuidado com a manipulação dos materiais).
Em termos de investigação robótica, um aspecto interessante destas actividades é que elas se desenvolvem em ambientes não estruturados. Enquanto em aplicações mais tradicionais de Inteligência Artificial e de Robótica o ambiente é previsível e os agentes são preparados para o cenário previsto, aqui - edifício semi-destruído por um terramoto - o cenário é relativamente imprevisível, o que aumenta a flexibilidade exigida aos robots.
O RoboCupRescue divide-se em duas ligas: RoboCupRescue Robot League e RoboCupRescue Simulation League.
Vá pensando no significado de todos estes robots futebolistas e, depois, participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
11:36 AM
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INETE - Instituto de Educação Técnica (Robótica Portuguesa - 9)
Desde 2001 que o INETE tem feito um esforço de integração da Robótica e da construção de robots nos seus diversos cursos, não limitando a intervenção nos projectos Ciência Viva a actividades extra-curriculares. Trata-se, pois, de uma experiência pioneira em Portugal - e mesmo a nível internacional.
Os docentes do INETE realizam um esforço extra de motivação dos seus alunos e de programação das suas aulas para inserir conceitos ligados à Robótica (programação, mecânica, electrónica analógica e digital, etc) - para além de eles próprios terem que aprender alguns conceitos mais avançados da área, de forma a passá-los aos seus alunos.

Na foto vemos o poster alusivo à participação do INETE no Robótica 2004 no Porto e à qualificação para o RoboCup 2004. A participação foi com o Robot dançarino
Swing, que obteve o 4º lugar e assim se qualificou para o RoboCup 2004.
Os elementos constituintes da equipa do
Swing são : Hugo Valente, Luís Chibante e Nuno Montes (alunos do INETE), auxiliados pelos Professores António Serrador e Luís Pires.
O INETE participa nestes festivais nacionais desde 2001, tendo nesse ano ganho o concurso "seguimento de linha" com o robot
M&M. Em 2002 ganhou na mesma prova, com o robot
Mirom, o prémio especial do júri para inovação em engenharia. Em 2003, o INETE participou com 4 robots "segue linhas", 2 futebolistas e 1 dançarino. Em 2004, participou com 4 robots "segue linhas", 4 futebolistas e um dançarino.
Mais informações na
página desta Escola Profissional.
Texto construído com base em informações prestadas pelas Escolas. Agradecemos a colaboração. Pedimos desculpa por eventuais erros na interpretação da informação prestada. Os nossos parabéns aos professores e aos alunos que assim dão bons exemplos de ensino de qualidade - e de Educação, que é mais do que ensino.
Já agora: vá pensando no significado de todos estes robots e depois responda à pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião. Convide também os seus colegas a participar neste voto e nesta reflexão.
Publicado por Porfírio Silva em
11:34 AM
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junho 23, 2004
Liga Humanóide (Introdução ao RoboCup - 8)
A "Liga Humanóide" está integrada na principal modalidade do RoboCup, que é o futebol de competição. Nesta competição, robots humanóides autónomos e bípedes competem em tarefas específicas que, de futuro, poderão ser integradas em jogos de futebol robótico. Entre essas tarefas: caminhadas, pontapés na bola,
penalties. Também podem realizar-se jogos de 1 contra 1. Esta Liga realiza-se em Lisboa pela terceira vez na história da competição (iniciou-se em 2002).
Segundo a organização, o RoboCup2004 vai testemunhar a presença de 20 Humanóides provenientes de 6 países, nomeadamente: Canadá, Alemanha, Irão, Japão, Rússia e Singapura. As equipas vão apresentar robôs de tamanhos variados, desde os 28cm aos 180cm, e vão actuar em várias competições para medirem as suas capacidades técnicas. Os desafios incluem desvio de obstáculos, equilíbrio numa perna, passes, penalties e provas livres.
Durante o RoboCup 2004 será ainda feita uma demonstração do QRIO, o novo robot humanóide da Sony, que se vê na imagem abaixo e sobre o qual se pode saber mais (incluindo pequenos vídeos)
nesta página oficial da empresa. Pode ler
aqui um pequeno artigo (em inglês) sobre as maravilhas deste robot humanóide.

Vá pensando no significado de todos estes robots futebolistas e, depois, participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
09:53 AM
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A equipa MINHO no German Open 2004 (Robótica Portuguesa - 8)
Participação da equipa MINHO no German Open 2004 (campeonato Europeu), onde conseguiu um 3º lugar.

Na foto, em pé (da esquerda para a direita): Carlos Fraga, Pedro Silva, Ivo Moutinho, Nino Pereira, Fernando Ribeiro. Os mais baixotes: os 4 robots jogadores. Os humanos são todos alunos de Electrónica Industrial e de Computadores na Universidade do Minho, excepto o último (Fernando Ribeiro), Professor de Robótica do mesmo Departamento e líder da equipa.
Resultados obtidos (referindo apenas os do último ano):
5º lugar no campeonato do mundo (ROBOCUP 2003);
3º lugar no Campeonato da Europa (GermanOpen 2004);
1º lugar no campeonato nacional (ROBOTICA 2004).
Este trabalho é desenvolvido no quadro de um projecto de investigação, de ensino, de engenharia, extra-curricular, mas com o apoio incondicional de todos os alunos participantes.Toda a electrónica,
software e mecânica é feita pela equipa. A empresa "A INDUSTRIAL" fabrica as peças mecânicas necessárias ao projecto.
Para mais informações sobre este trabalho ver
http://www.robotica.dei.uminho.pt Texto construído com base em informações prestadas pelas Escolas. Agradecemos a colaboração. Pedimos desculpa por eventuais erros na interpretação da informação prestada. Os nossos parabéns aos professores e aos alunos que assim dão bons exemplos de ensino de qualidade - e de Educação, que é mais do que ensino.
Já agora: vá pensando no significado de todos estes robots e depois responda à pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião. Convide também os seus colegas a participar neste voto e nesta reflexão.
Publicado por Porfírio Silva em
09:51 AM
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junho 22, 2004
Liga de Robots de quatro patas (Introdução ao RoboCup - 7)
A "Liga de Robots de 4 patas" está integrada na principal modalidade do RoboCup, que é o futebol de competição. Nesta competição, equipas de robots de entretenimento com 4 patas (cães robóticos sem fios) jogam futebol num campo de 3 x 5 m. Os jogos têm duas partes de 10 minutos cada. Os robots são de modelo AIBO da SONY. O site da SONY que descreve o robot AIBO, que "joga" nesta modalidade, apresenta o conceito:
página Europa do AIBO da Sony.
Imagem de "cães futebolistas" AIBO da Sony (Carnegie Mellon University). Vá pensando no significado de todos estes robots futebolistas e, depois, participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
12:40 PM
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Escola Secundária Emídio Navarro (Robótica Portuguesa - 7)
Os projectos aqui apresentados foram desenvolvidos no âmbito do Clube de Robótica da Escola Secundária Emídio Navarro (Almada). O Clube é de frequência voluntária. Participaram nas actividades do clube neste ano lectivo cerca de 50 alunos do 7º ao 12º ano. Esta tipologia de projecto é interessante por permitir diferentes níveis de participação, na concepção e
design, construção mecânica, electrónica e programação em diferentes linguagens.

Equipa do
Robot Dinabot II em testes técnicos.
Alunos: Tiago Mendes, David Fonseca e Hugo Felício.
14º lugar na classe ESP (seguimento de pista) no Robótica 2004.
Mais informação
nesta página.

Equipa do
Robot Pisteiro no Robótica2004.
Alunos: David Pereira e André Duarte.
8º lugar na classe ESP (seguimento de pista) no Robótica 2004.
Neste projecto, além do Clube de Robótica da E.S. Emídio Navarro, participou também a Escola Secundária Elias Garcia (também de Almada).
Mais informações
nesta página.

Equipa
Electrongang em testes técnicos.
Alunos: Tiago Mendes e Filipe Mimoso.
5º lugar na classe Futebol Robótico FRJ 2x2 no Robótica 2004.
Qualificação na classe FRJ 2x2 para o Robocup2004.
Mais informações
nesta página.

Equipa dos Robots
RedBird e
FireTeam em testes técnicos.
Alunos: Andreia Nunes, Andreia Rodrigues, Marta Teixeira, Vanessa Nunes, Joana Castelo, Samuel, Paula Guerreiro e Ricardo Alves.
Qualificação na classe Rescue para o Robocup2004.
Mais informações em:
robot RedBird e
robot FireTeam .

Equipa
2 Mundos em prova.
Aluna: Sofia Almeida.
15 º lugar na classe Dança Júnior no Robótica 2004.
Mais informações
nesta página.

Robots da Equipa
Navegar em prova.
15 º lugar na classe Dança Júnior no Robótica 2004.
Mais informações
nesta página.
A informação contida nesta entrada foi-nos enviada pelo Professor Ludgero Leote.
Texto construído com base em informações prestadas pelas Escolas. Agradecemos a colaboração. Pedimos desculpa por eventuais erros na interpretação da informação prestada. Os nossos parabéns aos professores e aos alunos que assim dão bons exemplos de ensino de qualidade - e de Educação, que é mais do que ensino.
Já agora: vá pensando no significado de todos estes robots e depois responda à pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião. Convide também os seus colegas a participar neste voto e nesta reflexão.
Publicado por Porfírio Silva em
12:38 PM
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junho 21, 2004
Liga de Robots Médios (Introdução ao RoboCup - 6)
A "Liga de Robots de Tamanho Médio" está integrada na principal modalidade do RoboCup, que é o futebol de competição. Nesta competiçãp, equipas de 4 robots com cerca de 50 cm de diâmetro jogam com uma bola de futebol cor de laranja num campo de 12 x 8 m. Os jogos têm duas partes de 10 minutos cada. Todos os sensores utilizados por estes robots na sua operação vão a bordo dos próprios robots. Os objectos relevantes (equipas e elementos essenciais do ambiente) distinguem-se por cores. Pode haver comunicação entre robots, mas terá de ser sem fios. Não é permitida qualquer intervenção dos humanos durante o jogo, a não ser para colocar ou retirar os robots no/do campo.
Imagens de uma competição (ao alto) e dos robots de tamanho médio Hammer Head, da Universidade de Carnegie Mellon (em baixo). Vá pensando no significado de todos estes robots futebolistas e, depois, participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
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03:17 PM
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Escola Profissional Nª Sª do Perpétuo Socorro (Robótica Portuguesa - 6)
O ROPS Team (Equipa "Robot do Perpétuo Socorro") surgiu, no seguimento do projecto Ciência Viva, em parceria com o Instituto Superior de Engenharia do Porto, no ano 2002-2003. O objectivo era levar os alunos a ter um maior interesse pela ciência, através da robótica. Nesse ano a Escola Profissional Nossa Senhora do Perpétuo Socorro resolveu participar com uma equipa de 4 alunos do curso de Electrónica /Telecomunicações do 3º ano (equivalente ao 12º ano). Essa iniciativa culminou com a participação no Robótica 2003, onde lhe foi atribuído o prémio de melhor robot do júri.
Devido ao grande interesse manifestado pelos alunos, no ano seguinte a escola resolveu criar um clube de Robótica. Daí resultou a criação de mais duas equipas, as quais (juntamente com a equipa do 3º ano) participaram no Robótica 2004. Assim tivemos no Robótica 2004: uma equipa de alunos do 3º ano, com a designação ROPS TEAM 304; uma equipa de alunos do 2º ano (11º ano) com a designação ROPS TEAM 204; uma equipa de alunos do 1º ano (10º ano), com um aluno do 3º ano, designada ROPS TEAM 104. Os resultados no Robótica 2004 foram os seguintes: a ROPS TEAM 304 ficou em 9º lugar, a ROPS TEAM 204 ficou em 22º; a ROPS TEAM 104 em 37º. Além dos resultados, estas participações servem para aumentar a motivação dos alunos e desenvolver novas competências ao nível da electrónica.
Os alunos e Professores participantes no Robótica 2004. No topo o Professor acompanhante da Equipa do 3º ano, Pedro Guimarães. Na fila seguinte (da esquerda para a direita): Luís Mesquita (ROPS TEAM 104), Paulo Macedo (ROPS TEAM 304), Gilberto Pimenta (ROPS TEAM 304), André Monteiro (ROPS TEAM 304), Nuno Ribeiro (ROPS TEAM 204). Na fila em baixo temos Rui Silva (ROPS TEAM 104), Filipe Castro (ROPS TEAM 104), Vasco Coelho (professor acompanhante das equipas do 2º e 3º ano), Vitor Miranda (ROPS TEAM 204), Márcio Sousa (ROPS TEAM 104). Não estão aqui, mas também participaram: os alunos Luís Castro e Diogo Freitas (ROPS TEAM 204) e Bruno Maia (ROPS TEAM 304). O professor António Sérgio deu também um contributo muito grande para as equipas ROPS TEAM 104 e 204.
Robot da equipa ROPS TEAM 304.
O robot da equipa ROPS TEAM 204 (esquerda) e o da ROPS TEAM 104 (direita).
Bruno Maia e o Robot ROPS 304 em competição.
Diogo Freitas (ROPS TEAM 204) e Filipe Castro (ROPS TEAM 104). Esta Escola Profissional está em
http://www.epps.edu.pt/ .
Texto construído com base em informações prestadas pelas Escolas. Agradecemos a colaboração. Pedimos desculpa por eventuais erros na interpretação da informação prestada. Os nossos parabéns aos professores e aos alunos que assim dão bons exemplos de ensino de qualidade - e de Educação, que é mais do que ensino.
Já agora: vá pensando no significado de todos estes robots e depois responda à pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião. Convide também os seus colegas a participar neste voto e nesta reflexão.
Publicado por Porfírio Silva em
03:11 PM
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"A tecnologia do religioso"
O
Terra da Alegria é um "blogue de católicos" que "sai às quartas-feiras" com textos dos seus redactores. Para além disso, sai com uma "edição extra" às segundas-feiras, onde escrevem convidados "pouco católicos". Vou estando - com prazer - neste último lote. Hoje publico lá uma entrada intitulada "A tecnologia do religioso". Quanto mais não seja pelos outros colunistas convidados, vale a pena dar lá uma espreitadela.

Publicado por Porfírio Silva em
10:20 AM
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Conferências da Bienal de Sydney e a questão aborígene (Notinhas Australianas 10)
A Bienal de Sydney tem um extenso programa de conferências nos dois principais museus participantes:
Museum of Contemporary Art e
Art Gallery of New South Wales (
http://www.biennaleofsydney.com/2004/whats_on.html ).
Um dos pontos discutidos logo nos primeiros dias que suscitou maior interesse é o do difícil equilíbrio, que hoje se procura de algum modo alcançar em todas as sociedades, entre identidade e universalismo. Um dos participantes, Nikos Papastergiadis, Director do
Australian Centre da Universidade de Melbourne, falou sobre
The Traffic and Ruins of Art and Globalization. Infelizmente, não disponho de resumo, mas há uma recensão sobre um livro coordenado pelo mesmo autor sobre o mesmo tema:
http://www.lib.latrobe.edu.au/AHR/archive/Issue-April-2004/maclean.html.
Um dos aspectos tratados pelo Professor Papastergiadis foi precisamente a questão do desmantelamento da
Aboriginal and Torres Strait Islander Commission , sobre a qual falei na notinha número 3. Quando este desmantelamento foi anunciado em Junho, John Howard, o actual primeiro-ministro, aproveitou a ocasião para falar do "fracasso do multiculturalismo", tentando assim desqualificar décadas de esforços para melhorar a sorte das populações aborígenes e das populações recentemente emigradas para a Austrália. A posição de John Howard representa a duma parte importante do seu eleitorado, que nunca viu com bons olhos quaisquer esforços de integração que pudessem pôr em causa a velha matriz anglo-saxónica e vitoriana deste pais, que foi predominante até meados dos anos 60. Note-se que só em 1967 é que foram retirados da constituição os artigos discriminatórios dos aborígenes e, para que tal acontecesse, foi necessário um referendo em que, claro, os aborígenes nem sequer podiam votar, dado que não lhes era reconhecida a cidadania:
http://www.naa.gov.au/fsheets/fs150.html.
Felizmente, este país mudou bastante nestes últimos 40 anos e hoje há uma grande percentagem da população (mesmo entre o eleitorado conservador) que apoia a causa dos aborígenes. Por exemplo, no
Museum of Contemporary Art, ao lado da bandeira oficial da Austrália, está arvorada a bandeira aborígene:
http://www.itsanhonour.gov.au/flag/indigenous_people.html. Em muitos carros, casas e barcos de Sydney vê-se a bandeira aborígene. Muitos, neste caso, quer dizer muito mais do que a percentagem de pouco mais de 1,5%, que corresponde à da população aborígene da Austrália comparada com a população total.
Se é pois verdade que muitas das boas intenções dos últimos quarenta anos não chegaram para mudar radicalmente a situação de miséria de muitas populações aborígenes, não é menos verdade que a Austrália é hoje muito mais aberta ao mundo e a uma releitura menos "imperial" da sua história. Apesar do conservadorismo racial ainda ser importante (mesmo entre o eleitorado progressista), a verdade é que tem perdido constantemente terreno nas últimas décadas. Por isso, o mal disfarçado contentamento de John Howard com o "fracasso do multiculturalismo", além de ser tremendamente injusto para muitas pessoas de boa vontade que muito contribuíram para melhorar este país, talvez não o faça sorrir daqui a uns tempos, se todos os que sinceramente lamentam o dito "fracasso" forem capazes de tirar as necessárias lições para novos avanços na reconciliação que tanta falta faz à Austrália para que possa ser respeitada e apreciada enquanto nação.
Miguel Magalhães, em Sydney
Publicado por Porfírio Silva em
09:00 AM
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junho 18, 2004
E assim se vai No Mundo
Por uma questão de disciplina tenho evitado ao máximo "poluir" as séries que aqui temos publicado (máquinas de Turing e robots) com entradas mais casuais. É que o material que está a sair é um tanto ou quanto "pesado" - de ler, bem sei, mas também de escrever. Mas hoje interrompo aqui esse jejum para levantar o meu chapéu em saudação ao
No Mundo. Faço isso por duas razões principais.
Por um lado, porque na entrada intitulada
Viva Espanha! ou A Cobardia, Carlos Miguel Fernandes escreve, referindo-se a esta Máquina de Turing, esta coisa simpática:
Um dos blogues que mais tenho visitado nas últimas semanas entrou em velocidade de cruzeiro com a História da Máquina de Turing. Vale pena ler, com tempo, paciência e abertura de espírito. São trabalhos como o do Porfírio Silva que nos fazem continuar, e ignorar o lado negro da blogosfera. Caramba, um tipo até cora!
Por outro lado, porque, lendo o
No Mundo e outros blogues que por aí andam, que mostram uma ligação muito interessante entre temas "de sociedade" e temas "de ciência", dá-me cada vez mais vontade de avançar para uma espécie de embrião de uma ideia que foi proposta há tempos aqui neste espaço. Na entrada
Blogues de ciência e filosofia, de 25 de Maio passado, escrevia eu:
Em geral este tipo de blogues não edita à velocidade dos "blogues políticos", por exemplo. Et pour cause: há por aqui entradas que dão trabalho a ler, há por aqui muito material que ultrapassa a espuma dos dias. Material que, por vezes, é pena que desapareça nos idos do enrolamento de um blogue. Não seria possível e útil criar um "círculo" de blogues que se interessam seriamente pela ciência, filosofia da ciência e sociologia da ciência? Ninguém (quase ninguém...) ligou muito a essa minha jogada. Mas não vou desistir. Quando acabar esta empreitada do RoboCup, vou começar a mencionar sistematicamente, com um intuito que a prazo se revelará organizador, posts e debates e polémicas e informações e outras coisas mais que por aí andam na blogosfera acerca de ciência e filosofia. Numa óptica de filosofia da ciência. Quem sabe se isso não poderá originar qualquer coisa de interessante! Sonhar não custa (ou por outra: custa mas autofinancia-se...).
Publicado por Porfírio Silva em
02:44 PM
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Liga de Pequenos Robots (Introdução ao RoboCup - 5)
A "Liga de Pequenos Robots" está integrada na principal modalidade do RoboCup, que é o futebol de competição. Nesta prova, pequenos robots de 18cm de diâmetro jogam futebol com uma bola de golfe cor de laranja em equipas de cinco robots, num campo do tamanho de uma mesa de ping-pong. Os jogos têm duas partes de 10 minutos cada.
A esta Liga costuma chamar-se F180 (por causa do limite de dimensão dos robots). Pode ler em linha
as regras desta Liga, incluindo o desenho do "relvado" (em inglês).
Dois simpáticos "pequenos robots" da equipa da Universidade de Carnegie Mellon (Pittsburgh, EUA), liderada pela portuguesa Professora Doutora Manuela Veloso. Vá pensando no significado de todos estes robots futebolistas e, depois, participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
01:49 PM
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Escola Secundária Fontes Pereira de Melo (Robótica Portuguesa - 5)
A Escola Secundária Fontes Pereira de Melo enviou-nos as seguintes imagens e informações dos seus projectos de robótica.

Equipa
PT Team constituída por Telmo Lima, Jorge Ramos, José Sá e Paulo Oliveira, todos da ESFPM. Telmo Lima está a iniciar a prova de SP (seguimento de pista) na qual a equipa obteve o 1º lugar.

Robot da equipa
PT Team.

Equipa
Tele Team constituída por Bruno Pereira, Nuno Matos, Vitor Pinheiro, Vasco Silva, todos da ESFPM. Bruno Pereira está a dar início à participação na prova SP (seguimento de pista), em que obtiveram o 5º lugar.

Robot da equipa
Tele Team.

Equipa
Hip-Hop Bot em preparativos para a participação na prova DJ. Em primeiro plano encontra-se o Diogo Matos, em segundo plano Ivo Pacheco e Cristophe Lima.
Texto construído com base em informações prestadas pelas Escolas. Agradecemos a colaboração. Pedimos desculpa por eventuais erros na interpretação da informação prestada. Os nossos parabéns aos professores e aos alunos que assim dão bons exemplos de ensino de qualidade - e de Educação, que é mais do que ensino.
Já agora: vá pensando no significado de todos estes robots e depois responda à pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião. Convide também os seus colegas a participar neste voto e nesta reflexão.
Publicado por Porfírio Silva em
01:46 PM
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junho 17, 2004
Liga de Simulação (Introdução ao RoboCup - 4)
A "Liga de Futebol de Simulação" está integrada na principal modalidade do RoboCup, que é o futebol de competição. Nesta competição, jogadores virtuais e independentes (agentes) jogam futebol num campo virtual simulado por computador. Os jogos têm duas partes de 5 minutos cada. Esta é uma das ligas mais antigas do
RoboCup Soccer.
O sistema "UvA Trilearn", do Grupo de Sistemas Autónomos Inteligentes da Universidade de Amsterdam. Um dos seus títulos mais recentes é o de Campeão do Open da Alemanha de 2004. Na imagem, o monitor da simulação. Vá pensando no significado de todos estes robots futebolistas e, depois, participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
03:47 PM
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CINEL - Centro de Formação Profissional da Industria Electrónica (Robótica Portuguesa - 4)
Aqui se apresentam algumas imagens dos robots do CINEL - Centro de Formação Profissional da Industria Electrónica.

O Robot
Linetracer, "inteirinho" (esquerda) e "esventrado" (direita), durante testes técnicos. Participou nos concurso nacionais de robótica de 2003 e 2004.
Equipa: Luís Campos, Fernando Laudos, Carlos Cardoso, Nelson Lima.

O Robot
Helex na feira ENDIEL 2003.
Equipa: Luís Magalhães, Hélder Fonseca, Alexandre Laranjeira.

O Robot
Helex em testes técnicos para concurso micro-rato.
Equipa: Luís Magalhães, Hélder Fonseca, Alexandre Laranjeira.

O Robot
Golias em testes técnicos para o concurso de robótica na classe CA.
Equipa: Luís Magalhães, Tiago Matos, Hélder Fonseca.
Mais informação sobre este Centro de Formação Profissional
neste sítio.
Texto construído com base em informações prestadas pelas Escolas. Agradecemos a colaboração. Pedimos desculpa por eventuais erros na interpretação da informação prestada. Os nossos parabéns aos professores e aos alunos que assim dão bons exemplos de ensino de qualidade - e de Educação, que é mais do que ensino.
Já agora: vá pensando no significado de todos estes robots e depois responda à pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião. Convide também os seus colegas a participar neste voto e nesta reflexão.
Publicado por Porfírio Silva em
03:44 PM
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junho 16, 2004
As modalidades do RoboCup (Introdução ao RoboCup - 3)
Uma das grandes vantagens do formato do RoboCup é que tem um "problema padrão": jogar futebol. Desse modo concentram-se recursos e esforços num mesmo tipo de actividade, segundo regras comuns que todos conhecem e avaliam - em vez de pura e simplesmente andar cada um para seu lado. A medida do sucesso tanbém é simples: os melhores ganham os jogos. Contudo, há muita diversidade no RoboCup: há diferentes modalidades e nem sequer são todas "futebol". Damos aqui um resumo das actividades englobadas pelo RoboCup no actual formato (tal como acontecerá em Lisboa).
Futebol de Competição (RoboCup Soccer)
É a estrela da companhia, a actividade mais importante do conjunto. Inclui cinco competições: simulação, pequenos robots, robots médios, robots de quatro patas, humanóides.
Salvamento (RoboCup Rescue)
As competições desenvolvem-se em torno de robots capazes de efectuar salvamentos em situações de desastre. Inclui uma competição de simulação e uma competição com robots reais.
RoboCup Junior
É fundamentalmente uma iniciativa educativa e de sensibilização, que combina cooperação com competição. Todos sabemos que o cenário típico dos nossos dias no que diz respeito ao envolvimento dos adolescentes com computadores é um adolescente frente a um computador, numa actividade isolada e isolante, muitas vezes numa atitude basicamente consumidora. Aqui, o cenário é outro: equipas de humanos, equipas de robots, actividade, aprendizagem, envolvimento. Há várias actividades previstas nesta modalidade.
Nos números seguintes desta série vamos aprofundar a informação sobre estas várias modalidades.
Vá pensando no significado de todos estes robots futebolistas e, depois, participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
11:56 AM
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Escola Secundária de Carregal do Sal (Robótica Portuguesa - 3)
O projecto "Carregal do Sal no Robocup 2004", da Escola Secundária de Carregal do Sal, insere-se na vertente FRJ 2X2. Este projecto tem duas equipes: os "Faíscas" e os "Black & White", que ficaram nos 3º e 4º lugares do Festival Nacional de Robótica 2003 e nos 3º e 5º lugares do Festival Nacional de Robótica 2004. Além disso, foram apuradas para o Mundial (Lisboa).

Os Faíscas a receberem o prémio do 3º Lugar no Festival Robótica 2004.

Um dos elementos dos Black & White a receber o prémio de participação no Festival de Robótica 2003.

Um robot atacante e um guarda-redes depois de concluídos.

As duas equipes completas com a Presidente do Conselho Executivo e dois professores , no Festival Nacional de Robótica 2003.
O coordenador do projecto robótico da Escola Secundária de Carregal do Sal é o Professor José Teixeira.
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Publicado por Porfírio Silva em
11:52 AM
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junho 15, 2004
Edições de um Desafio (Introdução ao RoboCup - 2)

Tal como andámos algum tempo a explicar na
Pequena História da Máquina de Turing (especialmente na entrada
As máquinas pensam?), em 1950 o britânico Alan Turing apostou que em 2000 seria pacífica a ideia de que as máquinas são capazes de pensar. No caso do futebol robótico há uma aposta parecida. Os investigadores japoneses Minoru Asada e Hiroaki Kitano escreveram em 1999:
"Até meados do século XXI, uma equipa de robots humanóides autónomos baterá a equipa humana campeã do mundo de futebol, segundo os regulamentos oficiais da FIFA". O RoboCup é a principal linha de investimento na tentativa de ganhar essa aposta.
O acontecimento que tem lugar em Lisboa este ano é a oitava edição deste evento científico. Nem todas as provas que actualmente integram o RoboCup faziam parte do seu formato original. Indicam-se, de seguida, as datas e os lugares de realização das edições anteriores, bem como os anos em que o âmbito da competição se alargou. Para as edições mais recentes, indicam-se as ligações que permitem "navegar" para as respectivas páginas.
1997 : Nagoya (Japão): 11 países, 40 equipas.
1998 : Paris (França): 19 países, 81 equipas.
1999 : Estocolmo (Suécia): 23 países, 85 equipas.
Neste ano, a
Four-legged League (com cães robots) passou oficialmente a fazer parte da competição.
2000 : Melbourne (Austrália) : 19 países, 110 equipas.
Neste ano foi acrescentado ao evento a
RoboCup Junior, para fomentar o gosto dos mais novos pela robótica.
2001 : Seattle (E.U.A.): 22 países, 138 equipas
Neste ano, os campos de futebol deixaram de ter as barreiras que até aí os rodeavam para impedir a bola de sair, trazendo maior dinamismo aos jogos. Também neste ano o
RoboCup Rescue foi acrescentado ao evento.
2002 : Fukuoka (Japão) em colaboração com Busan (Coreia do Sul): 29 países, 188 equipas.
Neste ano a
Humanoid League passou a fazer parte do evento.
2003 : Pádua (Itália): 33 países, 263 equipas.
Pode encontrar mais informação sobre a edição deste ano
no sítio do RoboCup 2004 em Lisboa. Entre outras coisas, pode comprar bilhetes para assistir aos jogos e demonstrações, que prometem ser excelentes!
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Publicado por Porfírio Silva em
12:24 PM
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ISocRob: Intelligent Soccer Robots / Intelligent Society of Robots (Robótica Portuguesa - 2)
O projecto SocRob (Sociedade de Robots ou Soccer Robots), apresenta diversas facetas, que incluem a investigação em robótica cooperativa, o ensino da Engenharia Electrotécnica a estudantes do ensino superior, a divulgação de ciência e tecnologia e a representação de Portugal num acontecimento internacional de grande projecção mediática e prestigiante para o país - o RoboCup. Devido à dificuldade e ao interesse científicos e tecnológicos dos desafios colocados pelo futebol robótico, a investigação neste domínio é importante em problemas de maior impacto social onde a robótica pode ter um papel decisivo, tais como o socorro a sobreviventes de catástrofes (um projecto do ISR/IST nesta área é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia), a detecção de fogos em florestas, o transporte de objectos de grandes dimensões e a construção civil.

Participação da equipa ISocRob no ROBÓTICA 2004 - Festival Nacional de Robótica. A equipa é do Instituto de Sistemas e Robótica do Instituto Superior Técnico. Na imagem está em jogo com a equipa do Instituto Superior de Engenharia do Porto.
Contam-se entre os prémios e distinções que esta equipa alcançou:
Best Paper Award (RoboCup 2000 Symposium, Melbourne, Australia, 2000)
Best Poster Award (8th Intelligent Autonomous Systems Conference, Amsterdam, Holanda, 2004)
3º lugar (Middle-Size League, EuRoboCup 2000, Amsterdam, Holanda, 2000)
2º lugar (Middle-Size League, ROBÓTICA 2004, Porto)
A equipa deste projecto é actualmente constituída por Pedro Lima e Luis Custódio (Professores do IST), Hugo Costelha e Gonçalo Neto (Alunos de Doutoramento em Engenharia Electrotécnica e de Computadores), Pedro Pinheiro, Miguel Arroz, Vasco Pires e (Alunos de Mestrado em Engenharia Informática e de Computadores do IST) e Hugo Veiga (Aluno Finalista em Engenharia Informática e de Computadores do IST).
Para saber mais sobre este projecto:
http://socrob.isr.ist.utl.pt.
Texto construído com base em informações prestadas pelas Escolas. Agradecemos a colaboração. Pedimos desculpa por eventuais erros na interpretação da informação prestada. Os nossos parabéns aos professores e aos alunos que assim dão bons exemplos de ensino de qualidade - e de Educação, que é mais do que ensino.
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Publicado por Porfírio Silva em
12:22 PM
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junho 14, 2004
Dias complicados
Muita coisa será aqui publicada ainda hoje... Entretanto, para saber o que me passa pela cabeça neste dia, não basta vir aqui ao Turing Machine. É preciso ir também ao
Terra da Alegria (que publica um texto meu intitulado
Que a morte dê vida) e ao
Abébia Vadia (onde assino a entrada
Estados Unidos da Europa). Boa leitura!
Publicado por Porfírio Silva em
11:35 AM
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O que é o RoboCup (Introdução ao RoboCup - 1)
O
RoboCup é o
Campeonato do Mundo de Futebol para Robots. Trata-se de uma iniciativa internacional que visa fomentar a investigação e a educação na área da Inteligência Artificial e da Robótica. Em cada ano realizam-se competições e um simpósio científico para analisar a evolução desta área de investigação. A oitava edição deste acontecimento científico internacional tem lugar, este ano, em Portugal.
Como tudo começouEm 1991, o Dr. Hiroaki Kitano (um investigador japonês em Inteligência Artificial) assistiu a demonstrações de grupos de robots nos E.U.A. e achou-as monótonas devido à lentidão e imperfeição dos movimentos dos robots. Kitano estava também preocupado com o facto de a Inteligência Artificial continuar a dedicar-se a “problemas brinquedo”, isto é, desligados de problemas reais. O
workshop designado
Grand Challenge of AI, que teve lugar aquando da
International Joint Conference on Artificial Intelligence de 1993 (IJCAI-93, em Chambery, França), foi um dos marcos da reflexão destinada a identificar os problemas da Inteligência Artificial no futuro. Na sequência dos seus resultados, realizou-se durante dois anos um estudo de viabilidade e, em 1995, tiveram lugar os primeiros jogos de futebol robótico e conferências internacionais no IJCAI-95, em Montreal. Em 1996 teve lugar um evento preliminar em Osaka.
Qual é o interesse?
Há vários factores que tornam o RoboCup interessante do ponto de vista da investigação. Desde logo, trata-se de robótica colectiva: não temos um robot isolado, temos equipas - o que suscita muitos problemas (de coordenação e de orientação, por exemplo). Além disso, temos equipas contra equipas, competição. Temos (em algumas das competições) robots físicos autónomos (são deixados entregues aos seus próprios recursos durante o jogo, sem auxílio humano). Dada a complexidade das tarefas (e a diversidade das competições que compõem cada RoboCup), há sempre vários problemas para resolver e que exigem o recurso a uma grande variedade de novas tecnologias. Há, ainda, o facto de ser futebol: trata-se de uma actividade com grande visibilidade e que o público leigo julga por critérios de senso comum. Desse modo, os cientistas são confrontados com a apreciação de credibilidade do seu trabalho.
Antigamente os computadores jogavam xadrez...
Já todos ouvimos falar de computadores que jogam xadrez e que até ganham nessa modalidade aos humanos. Não vamos entrar aqui numa apreciação crítica dessas afirmações, mas queremos lembrar apenas um ponto. A actividade de "jogar xadrez", tal como é praticada por computadores, é algo que se passa apenas "dentro da cabeça", é puro "raciocínio" ou cálculo, é meramente "intelectual". Pelo contrário, os robots "andam no mundo" físico, encontram obstáculos reais - e encontram outros robots, com os quais devem "colaborar" ou "competir". Desse modo, os desafios suscitados pela robótica - e em particular pela robótica colectiva - são muito mais complexos e muito mais ricos. Daí o grande interesse do RoboCup para a sempre renovada ambição da Inteligência Artificial.
Vá pensando no significado de todos estes robots futebolistas e, depois, participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
11:33 AM
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Escola Profissional Gustave Eiffel (Robótica Portuguesa - 1)
Todos os modelos robóticos abaixo ilustrados foram desenvolvidos no Pólo da Amadora da Escola Profissional Gustave Eiffel, sob orientação do Professor Eduardo Pinto, no contexto do Curso de Electrónica Industrial e Automação.
TANGO DANCERS - Os robots "mais famosos de Portugal"
Alunos envolvidos: Rui Craveiro, Aires Benros, Ivo Zagalo, Vasco Prazeres.
Prémios: Primeiro lugar no Festival Nacional de Robótica 2003 (Lisboa); Segundo lugar no Campeonato do mundo de Robótica 2003 (Pádua); Primeiro lugar no 1º Encontro nacional de desporto robótico (Guimarães).
Principais características: locomoção por pernas; componente mecânica adquirida na empresa Lynxmotion-USA; parte electrónica e software totalmente desenvolvidos pelos alunos; sincronização perfeita entre os robots garantida por comunicação via rádio; efeitos pirotécnicos (Pádua e Guimarães).
PYRAMIDAL DRAGON - O filho dos Tango Dancer's
Alunos envolvidos: Aires Benros, Fernando Sousa, Paulo Barreto, João Faria.
Prémios: Primeiro lugar no Festival Nacional de Robótica 2004 (Lisboa); Apurado para o campeonato do mundo de Robótica 2004 (Lisboa).
Principais características: locomoção por pernas; tamanho XL quando comparado com os "pais" Tango Dancers; robot e pirâmide totalmente construídos na escola (parte mecânica, programas e electrónica); sincronização perfeita entre a pirâmide e o "Dragão" garantida por comunicação via rádio; efeitos pirotécnicos desenvolvidos pelos alunos em aulas práticas de Física/Química com o professor Paulo Ernesto. Algumas quantidades: 60 metros de fio, 450 furos, 6 latas de spray de tinta para alumínio, 234 parafusos, 176 porcas, 150 rolamentos, 216 anilhas, 8 baterias…
"OVNI" - Numa demonstração no Festival Nacional de Robótica
Alunos envolvidos: Rui Craveiro, Gonçalo Nunes, Hugo Russo. Neste caso, além do Professor Eduardo Pinto, também participou na orientação do projecto o Professor André Palma.
Prémios: Nono lugar no Festival Nacional de Robótica 2004 em Lisboa ("não sei como foi possível…", dizem os da equipa); Apurado para o campeonato do mundo de Robótica 2004 (Lisboa).
Principais características: saco de plástico especial de baixo peso - DraganFly, Canadá; estrutura circular em tubo laminar de fibra de carbono de alta resistência - PSP, Espanha; 4 turbinas de alto desempenho: 100 gramas de impulso, para apenas 30 gramas de peso - GWS, Taiwan; alimentação por baterias de polímero de lítio de alta capacidade de descarga - Kokam, USA; electrónica totalmente desenvolvida de raiz na escola, permitindo uma fácil adaptação para utilização de sistemas convencionais de Rádio Comando; utilização de efeitos pirotécnicos em demonstração no Festival Nacional de Robótica 2004; utilização de tecnologia LUMILED.
AGV com células de combustível no Robótica 2004
Alunos envolvidos: Luís Silva, Nuno Ramalho, Josué Mota.
Prémios: Apurado para o campeonato do mundo de Robótica 2004 (Lisboa).
Principais características: locomoção por motores escovas de alto desempenho; alimentação por células de combustível a hidrogénio (equipa pioneira neste tipo de alimentação); robot mais rápido alguma vez construído na nossa escola e julgo que em Portugal na classe ESP; robot totalmente construído na escola (parte mecânica, programas e electrónica); utilização de tecnologia LUMILED.
AGV com motores passo a passo no Robótica 2004
Alunos envolvidos: Diogo Brito, Hortência Lima, Mário Ribeiro.
Prémios: Terceiro lugar no Festival Nacional de Robótica 2004 - Prova ESP; Apurado para o campeonato do mundo de Robótica 2004 (Lisboa).
Principais características: segunda versão deste tipo de robots (o primeiro foi desenvolvido para o Festival de 2003 tendo obtido um segundo lugar com o Zetta Team); locomoção por motores passo a passo de alto binário - Sanyo Denki, Japão; utilização de células NIMH de alta tensão e 3300mAH; robot totalmente construído na escola (parte mecânica, programas e electrónica); extremamente estável a seguir a pista (o mais estável no Festival Nacional de Robótica 2004); possibilidade de seguir trajectos guiado por uma parede lateral.
Robots de futebol no Robótica 2004
Alunos: André Belchior, Tiago Freitas, Vítor Carvalho.
Prémios: Nono lugar no Festival Nacional de Robótica 2004 - Prova FJ2x2; Apurado para o campeonato do mundo de Robótica 2004 (Lisboa).
Principais características: primeira versão dos nossos robots de futebol; locomoção ominidireccional; robot totalmente construído na escola (parte mecânica, programas e electrónica); parceria com uma escola alemã com vista a participar no Robocup Júnior 2004 (Equipa Europe 1); utilização de células NIMH de alta tensão e 3300mAH; sensor tipo sonar com varrimento de 180 graus. Um dos robots foi o melhor marcador do Festival Nacional de Robótica 2004 - Pena que tivesse sido na própria baliza…
Para saber mais sobre os projectos robóticos desta escola:
Escola Profissional Gustave Eiffel
Texto construído com base em informações prestadas pelas Escolas. Agradecemos a colaboração. Pedimos desculpa por eventuais erros na interpretação da informação prestada. Os nossos parabéns aos professores e aos alunos que assim dão bons exemplos de ensino de qualidade - e de Educação, que é mais do que ensino.
Já agora: vá pensando no significado de todos estes robots e depois responda à pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião. Convide também os seus colegas a participar neste voto e nesta reflexão.
Publicado por Porfírio Silva em
11:28 AM
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Bienal de Sydney, Dia de Portugal (... e esta vai ser a antepenúltima notinha australiana - 9)
A Bienal tem recebido cobertura jornalística em Portugal através do jornal Público, que enviou a jornalista Vanessa Rato a Sydney. Por esse motivo, limitar-me-ei a uma ou duas informações adicionais. A conferência inaugural da Bienal, um dos poucos eventos com ingresso pago, foi um grande êxito, tendo os bilhetes esgotado no segundo dia de venda ao público. Beatriz Colomina, Professora de Arquitectura e Directora do Program on Media and Modernity na Universidade de Princeton, deu uma conferência especialmente preparada para a Bienal de Sydney em que falou do projecto de casa do futuro dos arquitectos Alison e Peter Smithson, que foi apresentado em 1956 no âmbito do
Daily Mail Ideal Home Show. A Bienal tem um
extenso programa de conferências, sobre o qual falarei mais detalhadamente na próxima semana.
Hoje é Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas e o nosso Cônsul-Geral em Sydney organizou um almoço volante no Parlamento da Nova Gales do Sul. O discurso inicial de boas-vindas foi feito pelo Presidente do Parlamento. Simultaneamente foi inaugurada uma exposição da fotógrafa Justine Kerrigan, que documenta a montagem das várias exposições da Bienal. O
Consulado tem uma página Internet com muita informação útil acerca da pequena comunidade portuguesa que vive na Austrália.
Nas próximas duas semanas darei mais informações sobre a presença portuguesa na Austrália. Entretanto, para algumas informações históricas de base, aconselho a
página do Professor luso-australiano Chrys Chrystello (ver o artigo Yawujibara).
Miguel Magalhães, em Sydney
Publicado por Porfírio Silva em
09:26 AM
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junho 11, 2004
Os futebóis dos robots (actualização)
Enquanto equipas de humanos jogadores de futebol disputam em várias cidades portuguesas o Euro 2004 - equipas de
robots jogadores de futebol disputarão, em Lisboa, o
RoboCup 2004. Entre 27 de Junho e 5 de Julho decorre em Portugal esse evento científico do maior interesse: nada menos do que o Campeonato Mundial de Futebol Robótico. A sua realização em Portugal é também um sinal de reconhecimento da qualidade dos nossos investigadores nessa área.
Temos, pois, todas as razões para querer partilhar com os nossos leitores uma cobertura aprofundada desse acontecimento. Até lá vamos dar aqui uma pequena introdução ao futebol robótico, para que os que ainda arregalam os olhos com esta ideia se tornem familiares com os robots jogadores de futebol e possam, desse modo, seguir plenamente o RoboCup 2004.
Começaremos esse trabalho
segunda-feira, 14 de Junho.
Haverá duas séries de entradas neste trabalho:
(1)
Introdução ao RoboCup. Esta série dará, de forma resumida, um conjunto de informações que permitirão compreender o que é o RoboCup. Trata-se de um conjunto de pequenas notas, a publicar todos os dias úteis.
(2)
Robótica Portuguesa. Esta série dará exemplos de projectos de robótica desenvolvidos em escolas portuguesas.
Note-se o seguinte: na
Pequena História da Máquina de Turing, com que aqui andámos durante algum tempo, as máquinas candidatas a "pensantes" eram "máquinas individuais", jogava cada uma por si. Aqui vamos tratar de robots (com um "corpo" e não apenas um "cérebro") que funcionam em grupo. Estamos aqui perante uma das últimas vagas da robótica, a robótica colectiva. E logo haviam de jogar futebol !!!
Vá pensando no significado de todos estes robots futebolistas e, depois, participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?". Como? Votando na coluna aqui mesmo ao lado ou enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
03:49 PM
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Oferecemos-lhe um psiquiatra chave na mão (Pequena história da MdT - 16)
Uma área de desenvolvimento do teste de Turing que tem de ser considerada é a da implementação de robots de software que "conversam" com humanos. Várias competições cujo objectivo é passar versões (por vezes restritas) do teste de Turing têm sido organizadas. Talvez a mais famosa seja a que é organizada desde 1991 por Hugh Loebner. A primeira edição teve como presidente do comité administrativo o filósofo Daniel Dennett. As primeiras versões do concurso eram restritas (a "conversa" era apenas sobre um tópico pré-definido). Na edição de 1991, além de vários programas terem sido julgados humanos, também aconteceu um humano (que tinha um conhecimento fora do comum da obra de Shakespeare) ser tomado por um programa de computador. Muitos programas deste género seguem o modelo do ELIZA, um programa de conversação em linguagem natural criado por Joseph Weizenbaum durante a sua permanência no M.I.T. nos anos de 1964-1966. O ELIZA simula um psicoterapeuta rogeriano, que incita muito o seu "paciente" humano a falar, mais do que a perguntar. Na realidade, a programação por trás do ELIZA é um tanto simplista (como um pouco de análise crítica poderá revelar se usarmos uma versão em linha que está disponível em
http://www-ai.ijs.si/eliza-cgi-bin/eliza_script).
Consulte o psiquiatra e diga-nos como foi!
("Converse" com ele, inserindo frases - mas tem de "falar" em inglês.)Esta pequena história da máquina de Turing fica, para já, por aqui. Viramos imediatamente para outro aspecto das "ciências do artificial": a robótica colectiva. A esse tema vamos dedicar uma nova série de notas.
Participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?", (1) votando na coluna aqui mesmo ao lado ou (2) enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
03:46 PM
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junho 09, 2004
Homenagem à Política
Morreu um cidadão. Sousa Franco era insusceptível de um rótulo. Insusceptível de ser acantonado em qualquer lugar pré-marcado de uma bancada de espectadores. Irredutível a uma marca. Sem medo de ter ideias. Sem medo de ter mau feitio (quando a alguns apenas interessa o feitio do fato). Descobrindo-se agora de novo, perante o país, na alegria da luta política. Dizendo, com a simplicidade da inteligência, as coisas que passam pelo meio da banalidade dos slogans sem se sujarem. Sousa Franco estava a mostrar que a coragem dos políticos democratas não passa pela fanfarronada, pelo chavão fácil, pelo falso heroísmo - mas sim pela humildade de ser lúcido, de saber que o caminho estreito só se descobre atendendo aos pequenos detalhes das coisas bem feitas. Que Sousa Franco tenha morrido a fazer política, na alegria (e nas dificuldades) da coisa pública, é uma homenagem à Política. Mas, certamente, não a todos os políticos.
Publicado por Porfírio Silva em
02:21 PM
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Testar a "mãe natureza" (Pequena história da MdT - 15)
Schweiser (1998) considera que as formas conhecidas de teste de Turing, incluindo a versão robótica de Harnad, são insuficientes. Os humanos atribuem inteligência a outros humanos com base na observação do comportamento (mesmo na falta de uma boa teoria da inteligência humana) porque têm um registo histórico muito rico acerca da espécie. O que se passa face a um humano individual é que a nossa atribuição de inteligência é basicamente uma identificação de um espécime (aquele indivíduo) como pertencente a um tipo (a espécie humana). Assim, a atribuição de inteligência a um tipo cognitivo diferente (robots) requer a produção de um registo histórico das realizações dessa "espécie" que lhe garanta a mesmo tratamento: não basta que os robots falem uma linguagem ou joguem xadrez, eles terão que desenvolver uma linguagem e inventar um jogo como o xadrez. Assim, o teste de inteligência tem primeiro de ser passado ao nível do tipo e só depois (e nessa base) aplicado ao nível dos espécimes.
Alguns autores têm analisado a questão do ponto de vista dos aspectos sociais da inteligência, muitas vezes indicando que a adaptação, a aprendizagem, a comunicação, a cooperação - são aspectos importantes da inteligência que desaparecem na versão original do teste de Turing. Deste ponto de vista, uma das propostas mais radicais será certamente a de Barresi (1987), com o seu "Cyberiad Test". John Barresi considera que o comportamento inteligente é aquele que permite à sociedade sobreviver e que o árbitro desse "jogo" é a "mãe natureza". Por tanto, o seu teste, aplicado a uma sociedade de humanos artificiais, seria passado com sucesso se essa sociedade continuasse a sua evolução sócio-cultural sem se desintegrar durante uma história suficientemente longa - digamos, alguns milhões de anos.
[ Próximo ponto: Oferecemos-lhe um psiquiatra chave na mão]
Participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?", (1) votando na coluna aqui mesmo ao lado ou (2) enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
01:16 PM
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junho 08, 2004
O teste de redacção (Pequena história da MdT - 14)
Collins (1997) propõe uma variante do teste de Turing cuja originalidade consiste em, em lugar de procurar ser mais exigente do que a versão clássica, constituir um sub-teste de Turing - no sentido em que considera que uma exigência mais restrita é representativa da exigência original e, por isso, é suficiente para obter os mesmos resultados.
Na análise de Collins, o que está em causa são as poderosas modalidades de aprendizagem que os humanos adoptam para se adaptarem ao seu meio, incluindo ao seu meio social - residindo aí o cerne da desvantagem comparativa das máquinas. Enquanto os humanos, ao interagirem, interpretam o que acontece na interacção e usam essa interpretação para corrigir deficiências na leitura dos dados que lhes chegam (posso compreender frases mal formuladas, seja de forma flagrante seja de forma subtil, recorrendo a elementos de contexto) - os computadores não têm essa capacidade (só funcionam bem se lhes fornecerem dados ou comandos de forma estritamente identificável: o uso de ícones no ecrã do meu computador serve para limitar drasticamente o que eu posso "dizer-lhe"). Essa diferença, que Collins designa por "assimetria interpretativa", parece-lhe tão fundamental que pode ser captada por uma variante limitada do teste de Turing sem perder o poder discriminatório que se lhe exige. Esse sub-teste de Turing seria um
Teste de Redacção.
O Teste de Redacção assenta na ideia de que todo o poder das nossas capacidades interpretativas pode ser adequadamente representado pelo seu uso num contexto linguístico e, aí, distinguir-nos da máquina. O teste consistiria apenas em exigir que certas frases em linguagem natural, apresentadas com certas incorrecções, sejam apropriadamente corrigidas pelo sistema candidato à qualificação de inteligente. Um dos exemplos fornecidos (em inglês) é o seguinte:
Mary: The next thing I want you to do is correctly spell a word that means a religious ceremony.
John: You mean rite. Do you want me to spell it out loud?
Mary: No, I want you to write it.
John: I'm tired. All you ever want me to do is write, write, write.
Mary: That's unfair, I just want you to write, write, write.
John: OK, I'll write, write.
Mary: Write.
Para um humano (falante de inglês) é claro que o está em causa é uma confusão entre "rite", "write" e "right". Mas, no entender de Collins, será muito difícil programar um computador para resolver problemas novos deste tipo - e, por isso, este teste, mais limitado do que o teste de Turing, será suficiente para distinguir uma máquina de um humano.
[ Próximo ponto: Testar a "mãe natureza"]Participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?", (1) votando na coluna aqui mesmo ao lado ou (2) enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
01:48 PM
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junho 07, 2004
Máquinas e literatura
Estive no
timshel a tentar deixar um comentário na entrada de ontem com o título "O sentimento de si". Não principalmente por ela remeter para este blogue. Mas sim porque a questão que ela coloca será directamente comentada amanhã mesmo, no próximo episódio da "pequena história da máquina de Turing". O sistema de comentários dele trancou-me a perna e eu não pude entrar. Por isso vim aqui deixar o recado.
Publicado por Porfírio Silva em
04:09 PM
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Os futebóis dos robots: RoboCup 2004 em Lisboa
Enquanto equipas de humanos jogadores de futebol disputam em várias cidades portuguesas o Euro 2004 - equipas de robots jogadores de futebol disputarão, em Lisboa, o RoboCup 2004.
Entre 27 de Junho e 5 de Julho decorre em Portugal esse evento científico do maior interesse, quer para os especialistas, quer para qualquer leigo curioso pelos caminhos do saber. Além do mais, enquanto os humanos jogam uma "mera" prova europeia, os robots competirão num campeonato mundial! O Campeonato Mundial de Futebol Robótico. O RoboCup 2004 tem isso e muito mais. A sua realização em Portugal é também um sinal de reconhecimento da qualidade dos nossos investigadores nessa área.
Temos, pois, todas as razões para querer partilhar com os nossos leitores uma cobertura aprofundada desse acontecimento. Até lá vamos dar aqui uma pequena introdução ao futebol robótico, para que os que ainda arregalam os olhos com esta ideia se tornem familiares com os robots jogadores de futebol e possam, desse modo, seguir plenamente o RoboCup 2004. Começaremos esse trabalho logo que termine a série Pequena História da Máquina de Turing, que está quase a acabar.
Publicado por Porfírio Silva em
03:22 PM
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O teste da gaivota (Pequena história da MdT - 13)
Robert French (1990) considera que o teste de Turing não é um teste de inteligência em geral, mas apenas um teste de inteligência humana. Para ilustrar o seu ponto - a dependência do teste de Turing face ao contexto cultural dos seus intervenientes humanos - exemplifica com o "teste da gaivota".
Seja uma pequena ilha nórdica onde o único objecto voador conhecido é a gaivota. Os habitantes da ilha, convencidos de que pode haver outros objectos voadores, estabelecem o seguinte teste para determinar o que é ser voador: o registo do comportamento do candidato a "voador" num ecrã tridimensional tem de ser indistinguível, aos olhos dos ilhéus, do registo do comportamento de uma gaivota no mesmo ecrã. Torna-se óbvio que há inúmeros objectos que nós consideramos voadores (desde outras aves até morcegos, abelhas ou helicópteros e aviões) mas que não passarão o "teste da gaivota" - porque o teste é (para usar a terminologia de Block) chauvinista em relação ao voar focado nas gaivotas, do mesmo modo que o teste de Turing é chauvinista em relação à inteligência focada nos humanos.
French procura demonstrar que (e porquê) o teste de Turing não será ultrapassado com sucesso por uma máquina, desde que o interrogador use o tipo adequado de perguntas. É que existe um tipo de questões com que o interrogador pode identificar o não humano com relativa facilidade. Terá de ser um tipo de questões dirigidas para tópicos que dependam da forma humana de cultura, da nossa forma de sermos constantemente inseridos em contextos e de criarmos associações entre elementos que "logicamente" não teriam de estar ligados. O tipo de questões a que se refere French apela à estrutura cognitiva de baixo nível, ao que não chega a aparecer-nos explicitado: questões subcognitivas. Exemplifiquemos. Se pedirmos a uma máquina para classificar frases que estabelecem associações entre dois termos, numa escala de 0 (completamente implausível) a 10 (completamente plausível), um humano e uma máquina provavelmente convergirão em dar uma classificação similar (baixa) a frases do tipo "pianos de cauda como carrinhos de mão". Mas é provável que divirjam largamente na apreciação da plausibilidade de frases como "a canção como arma". A comparação do desempenho dos humanos com o desempenho das máquinas face a questões desse tipo revelará sempre quem é quem. E há uma infinidade de questões que apelam da mesma maneira à nossa imersão na cultura humana.
French ataca, desta maneira, o que considera um elemento essencial do teste de Turing original: a pretensão de separar a implementação física do sistema, por um lado, e, por outro lado, o respectivo nível cognitivo, tornando por essa via "o corpo" ausente (donde a comunicação apenas por telétipo). O uso de questões subcognitivas permite, em seu entender, furar essa barreira, porque só um sistema que tenha a ancoragem física corporal dos humanos no mundo é que pode ter criado as redes de associação conceptual que nós criámos: "Essas redes são o produto de toda uma vida de interacção com o mundo que envolve necessariamente os órgãos sensoriais humanos, a sua localização no corpo, a sua sensibilidade a vários estímulos, etc. Considere-se, por exemplo, um ser parecido exactamente connosco em todos os aspectos físicos excepto em que tinha os olhos nos joelhos. Essa diferença física só por si engendraria enormes diferenças na sua rede associativa conceptual comparada com a nossa." Essa diferença será sempre detectável por qualquer tipo de teste de Turing, porque "o nível físico não é dissociável do nível cognitivo".
[ Próximo ponto: O teste de redacção]Participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?", (1) votando na coluna aqui mesmo ao lado ou (2) enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
03:14 PM
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"Arqueologia pessoal"
Arquelogia pessoal é o título do texto com que começo hoje uma participação (como convidado) nas edições de segunda-feira do blogue colectivo
Terra da Alegria. Clicando na imagem chega-se lá.

Publicado por Porfírio Silva em
11:13 AM
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A Bienal de Sydney (Notinhas australianas 8)
Ontem, dia 1 de Junho, começaram as festividades de pré-inauguração da
Bienal de Sydney. Talvez se lembrem daquela definição que os de Melbourne dão da actividade festiva de Sydney: "aqui em Melbourne só damos festas para coisas importantes, por exemplo o lançamento dum livro. Lá em Sydney qualquer pretexto serve, basta o autor ter uma ideia para o próximo livro." Pois com a Bienal passa-se o mesmo. Ontem, houve a pré-inauguração na
Art Gallery of New South Wales, hoje acontece idêntica cerimónia no
Museum of Contemporary Art. Ontem também, houve três inaugurações noutras tantas galerias que representam artistas presentes nesta edição da Bienal e,
last but not least, houve ainda a festa oferecida pelos cônsules europeus em Sydney aos artistas, que se realizou no Consulado da Irlanda.
Entretanto, a cidade está cheia de publicidade da Bienal e todos os dias saem reportagens nos jornais. Provavelmente, em Portugal irão ser publicadas notícias brevemente (o Público enviou uma jornalista, Vanessa Rato). Daqui até ao fim-de-semana, continuarão as festas, motivo pelo qual esta notinha desta semana será a mais curta de que há memória. Para a semana espero poder voltar com mais sumo e, sobretudo, recuperado.
Miguel Magalhães, em Sydney
Publicado por Porfírio Silva em
11:07 AM
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junho 04, 2004
"Deus" em greve na blogosfera (Hipertexto 5)
O
e deus tornou-se visível... (II) entrou em greve contra a guerra, tal como declara
neste post.
Além das reacções que estão acessíveis nos comentários que lá se encontram, eu escrevi o seguinte ao autor em causa:
Que se pode fazer para convencê-lo a outra forma de expressão? Não conhece o conceito de greve de zelo? Na greve de zelo todos trabalham, mas seguem rigorosamente todos os regulamentos. Contrariamente ao que os distraídos hiper-racionalistas poderiam pensar, nas organizações humanas reais se toda a gente cumprir escrupulosamente todos os regulamentos - nada funciona! Este tipo de greve caiu um pouco em desuso, pelo menos em Portugal. Mas porque não "Deus" optar por essa forma em vez de "desaparecer"?
Para além da questão de fundo que coloca a atitude de
e deus tornou-se visível... (II) - e essa questão de fundo é o mais importante -, há outro aspecto que atrai a minha curiosidade. É como se isto fosse uma espécie de experiência: até que ponto
deixar de escrever é mais interventivo do que
continuar a escrever? Ou até, numa versão cínica, até que ponto deixar de escrever é
melhor para as audiências do que continuar a escrever?
(Esta série "Hipertexto" é publicada simultaneamente na Turing Machine e na Abébia Vadia.)
Publicado por Porfírio Silva em
03:16 PM
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Literatura Juvenil
Carlos Miguel Fernandes, em
No Mundo, publicou a 27 de Maio uma entrada muito interessante intitulada
Moby Dick e o Público Juvenil. Nesse texto, CMF questiona a inclusão de
Moby Dick, de Herman Melville, na
Colecção Geração Público (os livros das quartas-feiras do Público). Em causa está que considerar Moby Dick "literatura juvenil" é um ponto de vista redutor sobre a obra.
Pode alguém espantar-se, mas nunca li essa obra. Talvez seja desta. Contudo, quero juntar-me aos que consideram que a categoria "literatura juvenil" é
sempre redutora. Por várias razões, mas aqui aponto apenas uma: porque em
qualquer momento pode
qualquer criança ou jovem deixar-se impressionar e/ou mobilizar por textos que não lhe são em princípio destinados.
Eu li
Um dia na vida de Ivan Denisovich, de Alexandre Soljenitsin, com dez ou onze anos (às escondidas, porque me diziam em casa que não era para a minha idade). E esse livro, de um autor cujo pensamento político eu abomino, marcou-me tão profundamente que certas opções políticas (a conivência com certas conveniências misturadas com falsos idealismos) se tornaram um interdito absoluto para mim. Desde sempre e, espero, para sempre. Para mim,
Um dia na vida de Ivan Denisovich foi magnifíca literatura infanto-juvenil.
Publicado por Porfírio Silva em
01:49 PM
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Pode uma máquina pensar?
A "pequena história da máquina de Turing", que tem andado aqui diariamente, está agora numa fase de reflexão sobre um famoso artigo de Alan Turing, de 1950, intitulado
Can a Machine Think? . Descobri (só) agora que está disponível em linha uma tradução portuguesa de parte desse texto. Para tanto, siga-se a ligação seguinte:
Pode uma máquina pensar?
Publicado por Porfírio Silva em
12:31 PM
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Testes alternativos (Pequena história da MdT - 12)
Torna-se interessante acompanhar a forma que tomaram a partir de certa altura as críticas ao jogo da imitação: testes alternativos ao teste de Turing clássico. Vários autores seguiram esse método e essa estratégia contribuiu para a ideia de que o teste de Turing pretendia simplificar "à força" um problema complexo. Vejamos exemplos desses testes alternativos.
Harnad (1989) propõe o Teste de Turing Total, em que já não se aceita que a máquina "esconda" a sua implementação física atrás da comunicação por teletipo, antes se exige que a revele: a máquina submetida ao Teste de Turing Total será um robot envolvendo todos os aspectos que podem contribuir para o desempenho complexo de um sistema com mente, incluindo competências sensoriais e motoras e não fugindo à expressividade da aparência física.
Watt (1996) propõe o Teste de Turing Invertido. Watt parte da ideia de que o aspecto central do jogo da imitação proposto por Turing é a tendência natural dos humanos para atribuir estados mentais aos outros humanos e a si próprios - e também às máquinas. (É por isso que, p.ex., falamos de duas imagens no écran de computador dizendo "ele vai comer o outro".) Essa "psicologia ingénua", que nos é necessária para prever e compreender os comportamentos em sociedades complexas, é responsável pelo enviesamento da tendência do interrogador no teste de Turing para atribuir mentalidade à máquina. A psicologia do observador/interrogador humano seria mais importante do que o próprio desempenho da máquina candidata. Nessa base, Watt propõe o Teste de Turing Invertido, em que a máquina terá de desempenhar o papel do observador. A máquina terá de provar ser dotada de "psicologia ingénua" sendo incapaz de distinguir entre dois humanos, sendo também incapaz de distinguir entre um humano e uma máquina que tenha passado o teste de Turing clássico - mas sendo capaz de distinguir entre um humano e uma máquina que não tenha passado o teste clássico.
Bringsjord (1996) critica o Teste de Turing Invertido, considerando que ele é redundante relativamente ao original, simplesmente porque o interrogador pode fornecer à máquina uma descrição de uma situação envolvendo uma avaliação de psicologia ingénua, pedir-lhe que realize essa avaliação e comparar o que a máquina faz com o que o interrogador humano faria. Esta crítica parece-nos ligeira, uma vez que leva ao máximo a pretensão (já presente no teste original) de que todas as situações podem, sem perda de qualquer tipo relevante de informação, ser substituídas por descrições verbais (escritas) dessas situações. Selmer Bringsjord tece na mesma ocasião uma consideração curiosa: com o desenvolvimento de computadores capazes de emular o comportamento linguístico dos humanos, rapidamente seremos incapazes de os distinguir linguisticamente de nós - ou seja, a nossa "psicologia ingénua" está em vias de extinção.
[ Próximo ponto: O teste da gaivota]Participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?", (1) votando na coluna aqui mesmo ao lado ou (2) enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
10:13 AM
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junho 03, 2004
Futebóis
Na próxima semana digo-vos como se fará aqui a cobertura dos grandes acontecimentos futebolísticos a ter lugar em Portugal nas próximas semanas. O formato escolhido honrará o programa desta máquina.
A Valerie é testemunha das minhas maquinações!
Publicado por Porfírio Silva em
09:12 AM
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A inteligência de uma torradeira (Pequena história da MdT - 11)
Ned Block (1981) ataca o teste de Turing por ele constituir uma abordagem behaviorista à inteligência. O seu objectivo é opôr o psicologismo ao behaviorismo. A tese psicologista que Block pretende defender é a seguinte: que um comportamento seja ou não seja inteligente depende da natureza do processamento interno de informação que o produz; não bastará nunca o comportamento para indicar se um sistema é ou não inteligente. O erro do teste de Turing é querer decidir a questão da inteligência apenas pelo aspecto exterior do comportamento.
Tratemos de dar um esquema do argumento de Block. Block fornece um neo-teste de Turing que mantém as características essenciais do original e, como ele, apenas atende ao comportamento exterior; vai mostrar que uma máquina que reconhecemos (por análise dos seus mecanismos internos) como não sendo de todo inteligente, pode passar esse neo-teste de Turing; vai daí concluir que o neo-teste de Turing (bem como o original) deve ser declarado imprestável como critério de atribuição de inteligência.
Mantendo-se, como o jogo da imitação da versão original, no domínio do comportamento "uso de uma linguagem natural por escrito", esse neo-teste de Turing para a inteligência assenta nesta noção: a inteligência é a capacidade para dar sequência a um diálogo sensato. Qualquer diálogo mantido durante um certo intervalo de tempo finito é uma sequência finita de frases, formadas por um número finito de palavras. Chamemos "diálogo sensato" a qualquer dessas sequências em que cada fala de um dos interlocutores seria reconhecida por um humano como uma continuação razoável das falas anteriores. O número de "diálogos sensatos" com uma duração determinada (por exemplo, os cinco minutos que Turing propõe) que é possível formar combinatoriamente, é um número finito - embora muito grande. Uma máquina podia ser fornecida com todos esses "diálogos sensatos" e ser programada para responder a um ser humano apenas por consulta da "base de diálogos sensatos". Assim, qualquer frase do humano será a frase A de um dos diálogos armazenados e a máquina "responderá" com uma das possíveis frases B (a frase B de qualquer dos diálogos que começam com esse A). O humano seguirá necessariamente com uma frase C de um dos diálogos que começam por aquela sequência AB e a máquina responderá com a frase D de qualquer dos diálogos que começam por essa sequência ABC. E assim sucessivamente, até se esgotar o tempo.
Essa máquina, na expressão de Block, "terá a inteligência de uma torradeira" e, no entanto, passará o neo-teste de Turing (dará sequência a um diálogo sensato). Logo, o neo-teste de Turing (tal como o original) não serve como critério para determinar a presença de inteligência. Porquê? Porque só atende ao comportamento exterior.
[ Próximo ponto: Testes alternativos]
Participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?", (1) votando na coluna aqui mesmo ao lado ou (2) enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
08:57 AM
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junho 02, 2004
Reacções ao teste de Turing (Pequena história da MdT - 10)
Gunderson (1964), num dos primeiros comentários ao artigo de Turing, questiona a própria existência de imitação (por parte da máquina) no "jogo da imitação". O seu ponto é que, lá por um artefacto substituir um humano no seu papel no jogo, isso não significa que esse artefacto esteja a imitar o que quer que seja.
Para Purtill (1971), o jogo da imitação não é mais do que uma batalha entre o interrogador humano e o humano que programou a máquina.
Miller (1973) terá sido um dos primeiros a criticar o facto de o jogo da imitação assentar numa concepção antropomórfica de inteligência: a inteligência que ele pode detectar é a inteligência adaptada aos objectivos e à cultura dos humanos, sendo desejável que se permita a um marciano ou a uma máquina exibir inteligência através de comportamentos adaptados à prossecução dos seus objectivos próprios.
Moor (1976) dá uma interpretação indutiva do jogo da imitação: o jogo não nos dá uma definição operacional de inteligência e não constitui uma condição necessária nem suficiente para o reconhecimento de inteligência da máquina. A sua utilidade consiste em fornecer elementos para uma inferência indutiva com uma conclusão favorável à hipótese da inteligência das máquinas, numa apreciação reversível: podemos ter aceite que uma máquina é inteligente com base nos resultados do jogo da imitação, mas revermos posteriormente essa apreciação com base noutros elementos. Moor concorda, no entanto, que o jogo proposto por Turing permite testar muitos aspectos da inteligência.
Para Stalker (1978), a atribuição de pensamento a uma máquina em certas condições é uma tentativa de explicar o comportamento da máquina nessa situação: existindo explicações puramente mecânicas - que são mais "económicas" do que as explicações mentalistas - elas são preferíveis.
[ Próximo ponto: A inteligência de uma torradeira]Participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?", (1) votando na coluna aqui mesmo ao lado ou (2) enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
12:04 PM
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junho 01, 2004
Máquinas, crescei e multiplicai-vos! (Pequena história da MdT - 9)
Considerando que o principal desafio a vencer para atingir o objectivo anunciado para cerca do ano 2000 diz respeito à programação dos computadores candidatos, Turing sugere que, em vez de tentar escrever um programa para simular uma mente adulta, se construa um programa que simule uma mente de criança (que Turing parece pensar que seja relativamente rudimentar e simples de programar) e se trate depois de o fazer aprender. Tal processo é considerado comparável à evolução, embora mais expedito do que a sobrevivência dos mais aptos, no seguinte sentido: a estrutura da mente infantil é comparável ao equipamento inato, tal como as modificações dessa mente infantil são comparáveis às mutações e o julgamento do experimentador é comparável à selecção natural. Os aspectos físicos (pernas, olhos, …) serão, insiste-se, ignorados.
A terminar o seu artigo de 1950, Turing interroga-se - sem pretender fornecer uma resposta - acerca de qual de duas vias possíveis será a melhor para prosseguir as investigações neste domínio: investir em actividades altamente abstractas, como o xadrez; investir em órgãos sensoriais para a máquina, ensiná-la a compreender e falar uma linguagem natural e depois proporcionar-lhe um processo de aprendizagem como aquele de que uma criança poderia beneficiar. Longos anos haverá que esperar até que o conjunto de possibilidades entrevistas por Turing em 1950 seja compreendido, levado a sério e explorado.
[ Próximo ponto: Reacções ao teste de Turing]Participe na consulta orientada pela pergunta "As máquinas pensam?", (1) votando na coluna aqui mesmo ao lado ou (2) enviando-nos um pequeno texto com uma opinião.
Publicado por Porfírio Silva em
11:55 AM
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Retrato ao espelho
Terminei (provisoriamente) mais um capítulo do meu trabalho. Achei-me, então, no direito a um pequeno exercício um tanto ou quanto narcísico na blogosfera - coisa a que, acreditem ou não, sou pouco dado. Fui-me à minha lista de "permutas" (ligações para blogues que me ligam) e fui verificar a fibra dessas ligações. Aqui vai o resultado de tão absurdo inquérito.
Dois deixaram de ter links: o
a propósito do tempo e o
hora absurda deitaram-me para o lixo (juntamente com os outros todos, parece).
Numa série de outros apareço num longa lista, tão longa que só os desempregados terão tempo para chegar à letra T (sim, a maior parte das listas está por ordem alfabética e Turing Machine começa por T - apesar de alguns simpáticos me chamarem "Máquina de Turing" o que já me leva um pouco mais para cima). É o caso de
a bordo,
blogue de esquerda II,
barnabé,
blasfémias,
o desenvolvimento sustentável,
escorreito,
galo verde,
meia praia,
muro sem vergonha,
ser português (ter que),
tro.blog.dita.
Em quatro apareço numa "lista de tamanho médio" (entre 40 e 50 links, coisa entendível por pessoas que nunca tenham chegado a concluir um doutoramento em ciências da computação):
e deus tornou-se visível (II),
neurose23,
os espelhos velados,
xupacabras.
A partir daqui começam as coisas mais interessantes. Em meia dúzia de casos estou numa lista pequena, que dá a ideia de uma escolha, de uma opção, de uma preferência. São eles:
...blogo existo,
conta natura,
o lado esquerdo,
reciclemos!,
absorto,
causa nossa.
Para terminar, a parte mais saborosa. Certos blogues organizam (pasme-se, é o termo!) as suas ligações em secções e dão-lhes designações mais ou menos imaginativas. Tenho a sorte de, em meia dúzia de casos, estar entre os "classificados". O
BioTerra coloca-me na secção "Terra Fértil" (mas encaixotado numa lista gigantesca). Em
conhecimentos estou em "Janelas...". Em
no mundo sou classificado "No limiar do caos". No
prima desblogue estou em "do Querido" (por causa do alojamento). Na
rua da judiaria encontro-me no canto dos "Provérbios". Na
Tribuna Socialista sou um dos "Espaços de construção". Em
vistalegre sou "Para ler". No
voz de mim sou um dos "Sérios". O
Bota Acima lê-me "De vez em quando".
Note-se que só se pode perceber bem o que este posicionamento significa quando se conhece a estrutura de "secções" de cada um dos blogues. Mas, indo por aí, já estaria a levar demasiado longe este retrato ao espelho.
Publicado por Porfírio Silva em
11:51 AM
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