agosto 31, 2004

Quase...

As férias estão quase a acabar. Estou quase de volta. Em pouco tempo mais se verá que quase voltei a escrever na blogosfera. Quase tudo está quase...

Publicado por Porfírio Silva em 12:55 PM | Comentários (0)

agosto 03, 2004

Vida artificial. Entrevista com Pedro Lima (6 e conclui)

Turing Machine - Um leitor do Turing Machine sugeriu a seguinte pergunta: não poderá ser a Vida Artificial um meio mais eficaz para atingir a Inteligência Artificial Forte (à maneira de Hofstader) do que a tradicional IA, simbólica e muitas vezes dirigida para problemas específicos?
Professor Pedro Lima - Já fiz de alguma forma referência a este assunto na resposta à pergunta 4, quando falei no problema levantado por Penrose. Não sou um especialista em IA ou em Vida Artficial (antes em Robótica, mais de um ponto de vista de Teoria de Sistemas) para poder discutir com autoridade estas questões de índole mais filosófica, embora me enteresse por elas e, obviamente, pela investigação em IA e em Vida Artificial. No entanto, a minha opinião é que a Vida Artificial, tal como também a ideia de emergência de comportamentos inteligentes defendida por Rodney Brooks, dificilmente poderão emular comportamentos sofisticados (embora já o façam há alguns anos para comportamentos relativamente simples) sem uma dose de "coerência" imposta por abordagens mais "dirigidas a objectivos" e onde a engenharia tem um papel (por exº.: arquitecturas hierárquicas, decomposição de tarefas e agregação de informação sensorial, modelos do mundo). São seguramente excelentes veículos para estudar o paralelismo entre seres biológicos e robots, mas dificilmente o serão para construir máquinas úteis, com intenções, autónomas e "inteligentes".

Obrigado, Professor Pedro Lima!
Publicado por Porfírio Silva em 08:41 AM | Comentários (2)

agosto 02, 2004

Robots e filósofos. Entrevista com Pedro Lima (5)

Turing Machine - Alguns investigadores em robótica colectiva pensam que se podem testar alguns conceitos "sociais" ou "sociológicos" na concepção da arquitectura de sistemas multi-robots. Por outro lado, alguns investigadores das ciências sociais e humanas pensam que seria útil que os investigadores em robótica colectiva se socorressem mais de algumas teorias acerca da "natureza social" dos humanos para inventar outros modelos de controlo e coordenação de múltiplos robots. Parece-lhe que esse cruzamento de linhas de investigação podia ser útil? Ou acha preferível uma "abordagem de engenheiro", puramente pragmática, tratando de resolver os problemas práticos com os recursos técnicos disponíveis?
Professor Pedro Lima - Apesar de estar mais próximo do lado "engenheiro" do que do lado "filosófo" da investigação destes problemas, não tenho a mínima dúvida em pensar que é do cruzamento de linhas de investigação aparentemente tão díspares que saem as soluções mais ricas. Outros exemplos são a inspiração na biologia para a modelação de grandes populações de robots, ou nas neurociências (por exemplo a Teoria das Emoções de A. Damásio) para construir arquitecturas de robots baseadas em emoções. Estes são rumos seguidos por investigadores do grupo de que faço parte no Instituto de Sistemas e Robótica do IST, entre os quais eu próprio.
(conclui amanhã)
Publicado por Porfírio Silva em 08:38 AM | Comentários (0)