Um concurso de vaidade?
Exactamente de hoje a um mês, dia por dia, faz um ano que este blogue começou. "Este blogue" como realidade editorial, que não como realidade técnica. Como realidade técnica, o Turing Machine vive ao mesmo tempo no servidor Blogspot e no servidor do Paulo Querido. E não nasceu no mesmo dia nos dois espaços. Mas nasceu como ideia exposta ao olhar público a 24 de Outubro de 2003.
Vou comemorar (que pretensão) essa passagem de um ano. Do seguinte modo. Eu tenho uma ideia de qual o "post" que, individualmente considerado, considero o melhor deste blogue. Quererão os leitores dizer-me qual dos posts deste blogue consideram o melhor? Aquele leitor que, até 24 de Outubro me indicar (nos comentários a esta entrada) qual o post que considera o melhor e coincidir com a minha opinião nesse ponto, receberá uma lembrança enviada por mim. Não há júri, têm de confiar em mim. Não digo qual é o prémio (mais uma vez, têm de confiar em mim).
Se nenhum leitor coincidir com a minha secreta opinião, escolherei de entre todas as respostas aquela que, não sendo a minha, mais se aproximaria de ser a minha.
Para participar é favor deixar, nos comentários a esta entrada, a data e o título do post que consideram. Deixem qualquer forma de serem referenciados, embora eu tencione acertar os pormenores da entrega por e-mail restrito com o "vencedor".
Vá lá, participem da minha festinha...
(Este post foi escrito a 24 de Setembro de 2004, mas vai datado de 24 de Outubro para ficar "à tona" durante o período deste passatempo.)
Publicado por Porfírio Silva em
01:19 PM
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As ilusões dos filósofos
Antes eram as ilusões dos filósofos. Hoje, os cientistas arrogantes acreditam que as ilusões só acontecem aos outros. Que só os outros vêem no mundo o que só existe na sua mente. E, na verdade, se a história ensina alguma coisa, vêem claramente visto o que amanhã outros verão como claramente não visto. Enfim.

"Les tourbillons". Ilustração de
Principia philosophiae, René Descartes, 1644.
Publicado por Porfírio Silva em
09:10 AM
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Entre xadrez e futebol. (O xadrez dos computadores - 8 e termina)
Em 1950, Alan Turing propôs o "jogo da imitação": seria um computador capaz de imitar um humano na capacidade de dar respostas a um questionário escrito, de tal modo que outro humano não distinguisse a máquina do homem? Turing "apostou" que, em 2000, um interrogador humano médio não teria mais do que 70% de hipóteses de fazer uma identificação correcta após 5 minutos de interrogatório.
No futebol robótico há uma aposta parecida, formulada pelos investigadores japoneses Asada e Kitano em 1999: "Até meados do século XXI, uma equipa de robots humanóides baterá a equipa humana campeã do mundo de futebol, segundo os regulamentos oficiais da FIFA."
A pergunta que deixamos, a concluir, é: quererá o futebol robótico, na procura de ganhar a sua aposta para 2050, usar o mesmo tipo de "truque" que está na base do xadrez computacional? O futebol robótico considerará que ganhou a sua aposta se, obtendo vantagem sobre os humanos, ela resultar de uma combinação de "doping tecnológico" (máquinas com desempenho físico desproporcionado face aos humanos, o tipo de vantagem que os atletas podem obter ingerindo substâncias químicas) com transferência directa de conhecimento humano para a máquina por via dos seus programadores? Ou, pelo contrário, o futebol robótico aceita o desafio específico de exigir dos robots o desenvolvimento autónomo de comportamentos colectivos, de equipa, como chave do eventual sucesso da sua aposta? Neste sentido, trata-se de saber se a robótica colectiva é apenas "mais do mesmo" ou se efectivamente aceita o desafio de pensar o social como factor de inteligência.
FIM
Publicado por Porfírio Silva em
12:00 AM
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