novembro 17, 2003
Memórias. Berlim, 1989, um dia como este, um muro como qualquer outro.
Quando começaram a abrir rasgões no muro da vergonha, eu estava lá (tinha ido à conferência "Security in Europe: Challenges of the 1990's" e fiquei mais uns dois ou três dias, porque era a primeira vez que ía a Berlim e queria conhecer). No princípio, as máquinas abriram só umas "portas" no betão e só passavam (de leste para oeste) os reformados que tinham família do lado de cá, talvez porque o regime achava que já só davam despesa. Só depois é que a brecha se foi alargando. Descobri agora duas folhinhas que escrevi na altura, "do lado de lá", no meio da agitação. Estão a ficar roídas pelo tempo. Antes que desapareçam, transcrevo-as para este arquivo-pessoal-público.
Folha 1. "Aqui é a Marx-Engels Platz, em Berlim Leste. Hoje são 17 de Novembro de 1989. O Muro já tem aberturas mas ainda falta muita coisa. Aqui está a ocorrer uma manifestação (ou concentração) de estudantes (pelo menos parecem, pela sua juventude, apesar de também haver gente mais velha). Vim para aqui directamente da estação de metropolitano, onde comprei o meu visto e troquei os obrigatórios 25 DM por 25 marcos da DDR. Do lado de lá vale, não 1 para 1, mas 1 para 10 ou ainda mais. Há o pequeno pormenor de que tenho a máquina fotográfica da Guida ao ombro, mas não consigo tirar nenhuma fotografia. Até o azar pode ser histórico... Outro pormenor é que está um frio danado, que entra por todo o lado apesar de estar com dois pares de meias calçados, camisa, camisola de gola alta, casaco de inverno e gabardina. São aqui 15.50H."
Folha 2. "No mapa, tenho aqui uma indicação sobre a Igreja de S. Nicolau, no centro histórico de Berlim. Fui para entrar, vi que se pagavam entradas e que havia um museu. Como não estou com grande tempo para museus, fui perguntar se também se pagava para ver a igreja. Resposta: «Isto não é uma igreja. Isto é um museu.» Entendi: estamos, realmente, no Leste. São 16H 13M."
Memórias das minhas ingenuidades, pois. Eu não falava uma palavrinha de alemão, mas recolhi um comunicado da SPARTAKIST - Herausgegeben von der Trotzkistischen Liga Deutschlands, com o título "Für eine leninistisch-trotzkistische Arbeitpartei!". E em baixo de página: "Für den Kommunismus von Lenin, Luxemburg und Liebknecht!". Ainda tenho uns jornais, uns autocolantes, uns "alfinetes de peito", desses dias. E, claro, umas pedrinhas pequeninas que eu próprio rapei do muro, à unha, enquanto outros já andavam em cima dele com picaretas.
Agora, já não há muro, mas há um grande fosso que permanece. Se aquilo fosse um fecho éclair, em vez de um muro, ainda estaria aberto?

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03:12 PM
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novembro 24, 2003
Objectos. O "homem de barro", do Nuno.
Diz-me, Nuno, quando eras pequeno e fizeste este barro, em que estavas a pensar?
Já sabias que eu to iria pedir, que tu mo irias dar - e que ele andaria agora pelo meio dos meus papéis a afugentar as más ideias?
Ou hei-de eu temer que também ele tenha más ideias?

Publicado por Porfírio Silva em
01:54 PM
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novembro 26, 2003
Objectos. Um Bosch na minha biblioteca.
O "pássaro com carta" saltou do painel frontal esquerdo das Tentações de Santo Antão, tríptico de Hieronymus Bosch (n.1450/1460, m.1516) - e anda agora pelos meus papéis à cata não sei de quê. Só "o homem de barro" do Nuno lhe faz frente. Qualquer dia vou devolvê-lo ao Museu Nacional de Arte Antiga. Eles que voltem a pô-lo dentro do óleo sobre tábua, ora essa...
Publicado por Porfírio Silva em
06:01 PM
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dezembro 18, 2003
Objectos. Marionette.
Há por aí na blogosfera quem sofra dores horríveis por ser mantido afastado de um computador com internet (
aqui, por exemplo). Eu sofro, também, de coisas dessas. Ou parecidas. Ou "parecidas". Eis a tortura que um esbirro ideal escolheria para mim:
marionette (boneco movido por meio de cordéis manipulados por pessoa oculta) pendurada de costas para os livros na biblioteca. Estou farto de perguntar a esta minha
marionette se ela quer que a volte e ela nunca mo confirmou. Terá ela saudades de Praga na Primavera? Também eu tenho (na Primavera e no Inverno) e não me ponho assim calado.

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05:33 PM
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janeiro 22, 2004
Os verdadeiros inventores da máquina de Turing

Faço tudo o que posso para desfrutar da vossa invenção. Obrigado Mãe! Obrigado Pai! (Foto de 1948)
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01:47 PM
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janeiro 26, 2004
Pensando na Charlotte von Redlich
Na minha anterior entrada intitulada
Política, Ciência, Linguagem (e Memórias), era feita uma referência específica ao papel desempenhado pela delegação da Suécia numa determinada negociação comunitária tendo Bruxelas por palco. A minha amiga Charlotte von Redlich era nessa altura a chefe da delegação sueca. Um ano depois da negociação mencionada naquela entrada, cabia à Charlotte presidir ao grupo de trabalho (durante o primeiro semestre de 2001). Mas a Charlotte entretanto contraiu uma "doença prolongada". Mesmo assim, não abandonou o seu posto. A partir de certa altura presidia às reuniões com uns tubinhos de plástico que lhe entravam pelo nariz, vindos de um dispensador de morfina que carregava consigo à cintura. Nessa altura, o seu brilho intelectual já não era o mesmo, mas a sua gentileza continuava intacta. E a sua coragem aparecia com uma nitidez que não esperávamos. No intervalo entre duas reuniões, faleceu. Foi por ela que, pela primeira e última vez, chorei abertamente numa reunião do Comité dos Representantes Permanentes, sentado à mesa das negociações ao lado da Representante Permanente Adjunta portuguesa, que eu assessorava num certo ponto da ordem do dia. Nessa ocasião escrevi o seguinte texto.
À Charlotte von Redlich.
De nada me vale agora / ter aqui à mão o teu número de telefone, telecópia, endereço electrónico, / @ ministry_of_foreign_affairs_dot_se / porque não me irás responder / nem ninguém aceitará dizer-me que vens mais tarde ou talvez amanhã / e não sei como procurar outros caminhos para te falar. / Vieste do largo país antigo império do norte, / como eu venho do pequeno país antigo império do sul, / mas pela tua humanidade podias ter vindo de qualquer canto do mundo / por onde andaste / e espero que de algum modo ainda andes. / Cruzaste-te aqui / connosco / onde nos deste batalha / e rias-te de gozo quando fazias uma pergunta difícil / que sabias que nos ia atrapalhar, / mas antecipávamos que apenas lançavas os dados de rir-te com gosto / quando nos desembaraçássemos para te dar a resposta apropriada, / porque nitidamente para ti não haveria mundo / sem perguntas a fazer e respostas a procurar além das palavras / num perpétuo partir de novo. / Não nascemos na tua terra grande / onde podias às vezes ver o sol da meia-noite / e às vezes ver um dia todo breu, / e não somos, por isso, naturalmente dos teus, / mas estamos em crer que se nos esforçarmos para o merecer / poderás tu ser dos nossos, / porque aquela história de ser património da humanidade / certamente não vale apenas para pedras bonitas e antigas / e para nomes que vêm nos jornais de todas as capitais, / mas mais justamente ainda há-de valer para os nobres de todos os dias. / Andamos aqui entre ondas e vagas quotidianas / e paramos tão pouco para olhar nos olhos dos outros / e um dia reparamos que ainda não conhecíamos os traços dos rostos vizinhos: / confessa que partiste agora para nos avisar disso, enquanto é tempo. / Oro para que continues a olhar pela nossa humanidade / e se multipliquem as pessoas luminosas, o teu legado. / Não partas, Charlotte. / Pelo menos não partas hoje, / que ainda temos coisas a aprender contigo.
Porfírio Silva, Bruxelas, 29/03/2001
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02:23 PM
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fevereiro 03, 2004
50
Hoje é dia de 50 Margaridas. 50 rosas. 50 flores do campo. 50 filhos. 50 dores das de parto, de todos os partos com que tens iluminado o mundo. Interrompo o meu jejum de blogue para festejar contigo. Sim, contigo. Tu sabes que é contigo. Sai agora. Vem, encontramo-nos no largo grande. Ao sol, se estiver a chover (ou neblina cerrada); à chuva, se fizer muito calor. Vamos fazer planos para os próximos 50 anos. Mas não tragas lápis: escrevemos os planos nos nossos corpos e nada nos fará esquecê-los. Bom dia, meu Amor!
Publicado por Porfírio Silva em
07:47 AM
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fevereiro 08, 2004
Um versículo da história da cidade de T.
Uma palavra dá vida, uma palavra dá morte: aquela palavra que não caiu do céu no tempo esperado abriu no chão um buraco imenso.
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06:28 PM
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fevereiro 29, 2004
Objectos. Uma menina de Velázquez.
A menina ganhou corpo, materializou-se fora do plano de "Las meninas" ou "La familia de Felipe IV" (Diego Velázquez, 1656). Apareceu-me na estante. E eu, conseguirei algum dia libertar-me deste blogue, ganhar materialidade, encorpar? Mesmo que seja num material quebradiço?
Há uma quase meia dúzia de palavras que estiveram perto de aparecer escritas neste blogue. Seria assim: "A máquina morreu. Acabou. Adeus."
Mas essas palavras nunca chegaram a ser escritas, porque me foram ditas certas outras palavras. Algumas vieram de perto, outras chegaram por interposta mensageira, outras navegaram de tão longe como a longínqua China ou o longínquo Porto. Assim sendo, aquelas palavras funestas ficaram no tinteiro. Esta doença da máquina acaba aqui, apesar de que eu não sei bem o que isso lhe custou ou lhe valeu. As pequenas traições pagam-se caro, acho que vou agora descobrir isso.
Seja como for: Bom dia!
Publicado por Porfírio Silva em
10:30 PM
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março 07, 2004
Viagem de estudo
Tudo poderia desagradar-me nesta circunstância: o teclado é completamente diferente de tudo o que estou habituado a usar, não tenho aqui à mão as imagens que me permitiriam continuar a minha série sobre o corpo e as máquinas, o cyber-café que eu planeara usar já fechou devido a distúrbios que ocorreram (parece que envolvendo também elementos de minorias étnicas), faltam-me algumas das ferramentas que normalmente me facilitam a construção das entradas, os computadores da biblioteca estão reservados a consulta bibliográfica e trabalhos afins (impedindo-me o trabalho mais premente de fazer um post)... O mais fácil seria mesmo "desligar" do blogue até à próxima semana. Mas, depois de ter recuperado daquele intervalo doentio, tenho as mesmas ganas que antes de "entrar". E por isso não posso deixar de escrevinhar... Dá-me um imenso gozo voltar a esta "minha" Universidade de L.-la-N. Em parte por razões "sérias" (é tão séria a investigação, caramba!!!), mas em larga medida por poder voltar apenas a sentir o "cheiro" deste espaço, incluindo um certo número de amigos. Certo, para mim, é que o que caracteriza o humano não é a sua "racionalidade abstracta" (seja lá isso o que for), o que se demonstra (pela negativa) por se poder simular em computador essa racionalidade abstracta - mas o facto de a sua subjectividade estar tão intimamente ligada à sua participação na comunidade - ao mesmo tempo que a comunidade assenta em e transcende essa subjectividade. E isso está muito longe de poder ser emulado pelas máquinas. Claro, talvez isto seja apenas uma desculpa esfarrapada para gastar uma semana do meu tempo de trabalho a recarregar as baterias longe da secretária habitual e perto de amigos que não via há tempos.< /br>
Publicado por Porfírio Silva em
04:49 PM
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abril 29, 2004
Subitamente o Verão passado
Ainda a preto e branco, mas começam a assaltar-me as memórias de Verões passados. Começa a apetecer-me o percurso a pé entre a Adraga e o ponto mais ocidental do continente europeu, quando se podem berrar poemas de ocasião sem que ninguém se escandalize. O sangue começa a ter vontade de aquecer. Isso significa ajeitar o ritmo de trabalho ao cheiro (distante) das férias. Alguém me explica como isso se faz?
Publicado por Porfírio Silva em
07:23 PM
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abril 30, 2004
Ponto de chegada, ponto de partida
Olho para a "cara" do meu computador e vejo isto. Memória. Pessoal. E colectiva (com o Nuno). Mergulho? Não mergulho? Afogo-me, em todo o caso. Vou trazer estas pedras para casa para que me pisem os papéis. E para eu molhar os pés.

Publicado por Porfírio Silva em
10:53 AM
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maio 05, 2004
Vida selvagem
Se tu dás a flor, quem dá os espinhos? Responderemos caminhando, atentos aos detalhes, aos pequenos seres que preenchem as frechas das nossas pressas. Procuraremos ouvir as vozes dos que gritam baixinho, dos que acenam de dentro do nevoeiro, dos que andam pelas ruas sem que ninguém os veja, dos que deambulam pelas oficinas à espera que passem os anos. Esperamos que os pequenos espinhos nos piquem os pés e nos alertem para as coisas que não andam no ar do tempo. Esperamos das flores os seus espinhos.
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03:20 PM
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maio 06, 2004
Metamorfoses
Se Kafka espreitou um dia esta rua acanhada onde viveu; se foi nessa esquina da sua mente que nasceu a ideia d' A Metamorfose - o que me terá nascido a mim, na minha mente, por apenas me encontrar colocado no mesmo ponto de perspectiva? Engano. Assim se dizem as ilusões.
Interessa atender a que a perspectiva não é tão só uma posição no espaço e no tempo. Um robot com uma câmara de vídeo, no mesmo sítio que eu, não "vê" o mesmo que eu. Um par, um trio, mesmo uma imensidão de coordenadas para tantas outras dimensões, não fazem uma perspectiva. Porque a esse mero "ponto no mapa" falta a história individual, falta a carta das contingências, as cicatrizes dos acidentes. Isso faz o ponto de vista. O choque das vagas que vão de fora para dentro com as vagas que vêm de dentro para fora.
Há, contudo, por essas ruas, muitos robots que parecem humanos. Desses que dariam alguma esperança ao inventor da máquina de Turing.
Publicado por Porfírio Silva em
10:15 AM
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maio 07, 2004
Passadeira vermelha
O senhor não reconhece aqui a sua passadeira vermelha? Então, abra os olhos. E ande. E respire. Fundo. Afunde-se. E viaje. Numa viagem interior. Limpa. Límpida. Transparente. Há gelo lá fora, sempre: embora não para todos.
(Pode ver uma variação sobre o mesmo tema.)
Publicado por Porfírio Silva em
04:57 PM
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maio 10, 2004
Vertigem

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04:38 PM
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maio 11, 2004
Quem conhece Portugal?
Que ponto de Portugal representa esta imagem? (Respostas nos comentários, por favor.)

(A propósito do comentário de M.A.B. à entrada anterior: por estranho que pareça, a foto da entrada anterior pertence, num certo sentido, ao mesmo conjunto que esta.)
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09:05 AM
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maio 13, 2004
Presépio
Olha, olha, lá está a casa onde nasceu a máquina de Turing!

Publicado por Porfírio Silva em
08:10 AM
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maio 14, 2004
Ai as minhas costas...
Na próxima terça-feira (18 de Maio) tem lugar em Bruxelas uma conferência europeia que tratará do problema da erosão da costa marítima e do que é preciso fazer para a evitar. Segundo um estudo encomendado pela Comissão Europeia, 28,5 % da costa marítima portuguesa está em processo de erosão. Estão significativamente piores do que nós nessa matéria: Chipre, Lituânia e Polónia. Estão a ver como foi bom o alargamento? Em mais este caso, estes três parceiros (todos novos) é que nos tiram da causa da Europa. Mas só estatisticamente, é claro.
(Mais informações nesta página da Comissão Europeia.)Entretanto, deprime-me muito que um exemplo chocante deste problema esteja à vista nesta imagem da praia da Vagueira, praia da minha infância, ali por perto de Aveiro, Ílhavo e Vagos. Por vezes parece que é preciso elevar-nos um pouco no ar para vermos onde estamos enterrados...
Publicado por Porfírio Silva em
04:48 PM
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novembro 15, 2004
Andanças
Uma parte das razões que me levaram a andar desaparecido daqui estão relacionadas com o facto de ter andado "aparecido" por outros lados. Relatório e contas podem encontrar-se no seguinte atalho:
Na Terra do Grão Mogol.
Publicado por Porfírio Silva em
03:23 PM
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